Não importa se dizem que é difícil, o que importa são simples palavras que usadas corretamente e com a intenção certa podem ter um enorme impacto na sua vida profissional, pessoal e especialmente com outras pessoas.

Veja como pode fazê-lo quando precisa de ajuda no seu emprego.

“Pode ajudar-me?”

Depois faça uma pausa por momentos. Não diga mais nada.

Já não somos crianças, somos adultos. Somos inteligentes, experientes e seguros de nós mesmos. Conseguimos as nossas coisas e ganhamos o nosso lugar no mundo.

Então ao pedirmos ajuda a outras pessoas temos a tendência de adicionar inconscientemente algumas imagens. Como por exemplo, se está a preparar uma apresentação e precisa de ajuda, vai ter com um colega e diz: “Estou a preparar uma apresentação, mas os slides precisam de ser formatados.”

O problema está na forma como o diz, que anuncia uma “importância” que assegura o nosso ego. Precisa de ajuda com uma coisa pequena, tudo bem, mas ainda assim o “Estou a preparar uma apresentação” é quase como tenho coisas mais importantes para fazer.

Além disso, dá a entender que não fez uma pergunta, mas sim que afirmou. Quando se é chefe e se gere uma equipa, transformar o pedido numa ordem é um hábito fácil de introduzir.

Então veja a melhor forma de o fazer.

Quando precisar de ajuda, e independentemente do tipo de ajuda ou da pessoa a quem pede ajuda, retire o baixo da voz, a rigidez da espinha e o capitão que há em si, e pergunte simplesmente, com sinceridade e humildade “Pode ajudar-me?”.

Certamente essa pessoa irá responder: “Claro”, “Posso tentar” ou “O que precisa?”. Assim, ninguém lhe vai dizer que “Não”, mesmo se for um estranho. E sabe porquê?

Só o  simples facto de “Pode ajudar-me?” é suficiente para que o nosso desejo instintivo de ajudar surja. Pois todos queremos ajudar, e não podemos deixar querer de ajudar.

Depois, certifique-se que enquadra o pedido. E não proteja o ego. Não se posicione acima da outra pessoa. Não faça pedidos específicos. E não diga o que realmente precisa.

Por isso, diga o que não consegue fazer. Por exemplo, “Sou péssimo no PowerPoint e estes slides estão horríveis”. E acrescente: “Temos mesmo que enviar este pedido até à próxima semana e não sei como fazer”. Ou “Estou perdido e não consigo encontrar o meu hotel”.

 

Ao perguntar desta forma às pessoas, várias coisas acontecem imediatamente.

Em primeiro, transmite respeito. Sem dizer: “Sabe mais do que eu”, “Pode fazer algo que eu não sei” ou “Têm experiência (ou talento) que eu não tenho.”

Na realidade o que você disse foi “Eu respeito-o”. Este nível de consideração perante a outra pessoa é extramente poderosa.

Em segundo lugar, transmite confiança. Mostra vulnerabilidade e admite a sua fraqueza.

No entanto, está a dizer: “Eu confio em si”. É considerado um nível de fé.

Em terceiro, mostra que está disposto a ouvir. Não diz exatamente como as pessoas devem ajudá-lo. Somente dá-lhes liberdade para decidir.

Então acabou de dizer: “Não precisa de dizer aquilo que acha que quero ouvir. Por favor, diga-me o que acha que devo fazer”. Nível de liberdade que também é bastante poderoso.

Ao mostrar esse respeito e ao confiar nas outras pessoas, dando-lhes liberdade para partilhar conhecimentos, apenas consegue a ajuda para o que deseja.

Também pode obter a ajuda que realmente necessita.

Mesmo que pense que ao pedir ajuda às outras pessoas, poderá colocar um fardo nelas, está enganado. Pois torna-se mais fácil para as outras também pedirem ajuda quando precisam, afinal já mostrou que não é errado expressar vulnerabilidade, admitir as nossas fraquezas e aceitar que realmente precisamos de ajuda.

Ainda que, ganhamos satisfação e orgulho, mostramos o respeito e a confiança que todos merecem, e que por vezes é raro receber.

Depois diga uma simples palavra mas com muito poder:

“Obrigado.”

Vai ver que todos ganham.

 

Fonte: Business Insider