Os 10 mitos sobre o tele-trabalhoSabia que o trabalho remoto nem sempre foi visto como uma forma de trabalho eficaz? Aproveite e conheça neste artigo os 10 mitos sobre o tele-trabalho.

O tele-trabalho está em constante crescimento. Surpreendentemente, ou não, os trabalhadores preferem descansar mais 30 minutos do que passar mais de meia-hora no trânsito. Assim como também preferem uma refeição caseira do que aquecer o almoço no microondas da empresa. Resumidamente, o tele-trabalho funciona.

Não é preciso ir mais longe, o estudo realizado pela JLL em Portugal sobre o tele-trabalho mostra que 95% dos portugueses quer continuar a trabalhar em casa.

Apesar de ser uma nova realidade para muitos trabalhadores, o tele-trabalho é dificilmente uma nova forma de trabalho. Sendo praticado há diversos anos, desde a sua implementação que foi criado um grande estigma à volta do trabalho remoto. Principalmente porque na altura poucas empresas e trabalhadores acreditavam no tele-trabalho e na sua eficiência.

E é este tópico que vamos abordar neste artigo. Fique a par dos 10 mitos que vamos desmitificar sobre o tele-trabalho.

1. O trabalho remoto implica a diminuição da produtividade

É fácil assumir que alguém que esteja a trabalhar a partir de casa está mais distraído porque não tem ninguém a supervisionar o seu trabalho. Mas a verdade é que, de acordo com um estudo realizado pela Harvard Business Review, algumas empresas viram a produtividade dos seus colaboradores aumentar em mais de 13% após permitir o tele-trabalho.

Além disso, o próprio estudo realizado pela JLL em Portugal mostra que 71% dos portugueses consideram que o tele-trabalho pode contribuir para uma melhoria no desempenho profissional.

2. Os trabalhadores em casa ficam incontactáveis

Só porque o trabalhadores em tele-trabalho não estão num escritório não significa que estão a relaxar no sofá ou num picnic em família. Aliás, é até muito provável que o horário de trabalho destes colaboradores seja comum à grande maioria – oito horas diárias e quarenta horas semanais.

De acordo com um questionário da autoria da TINYpulse sobre a satisfação e produtividade dos trabalhadores em tele-trabalho, 52% afirmam que estão em contacto com os seus superiores pelo menos uma vez por dia. Adicionalmente, 34% explicam que estão em contacto com os seus superiores semanalmente.

Assim sendo, torna-se improvável que os trabalhadores em tele-trabalho possam tirar três ou quatro horas a meio do dia para ir a um marcação de spa ou cabeleireiro – sem as devidas consequências.

3. O tele-trabalho leva a violações de confidencialidade

Muitos preocupam-se que a transferência de dados e informações da empresa através de plataformas online pode levar a violações de confidencialidade. E isto é simplesmente errado. A tecnologia tem avançado de tal forma que uma equipa de IT pode manter este tipo de problemas no mínimo.

Além disso, existem diversos serviços com o propósito de assegurar a confidencialidade de informação. Quer seja para quem usa um computador para lazer quer seja para quem o usa para trabalhar.

Ou seja, quem pretende roubar informações confidenciais irá fazê-lo independentemente do seu local de trabalho. Isto, como muito outros problemas, são derivados das ações da pessoa, e não do tele-trabalho em si.

4. O tele-trabalho fragiliza a comunicação

O trabalho remoto não implica que a qualidade da comunicação diminua. Na verdade, a telecomunicação permite que os colaboradores sejam mais diretos nas suas tarefas. Contudo, de forma a isto resultar é necessário que as expetativas sejam geridas de forma clara e objetiva.

Tendo esta base assente, a comunicação torna-se mais sólida e até permite que as videochamadas e reuniões virtuais sejam mais eficientes e valorizadas.

5. As reuniões são ineficientes

Tal como outras formas de comunicação, as reuniões tornaram-se mais eficientes quando realizadas através de plataformas como o Skype, Zoom, ou outras tecnologias.

Quando uma equipa trabalha diariamente no mesmo espaço físico, existe a sensação de que a atenção e o esforço de cada membro é ilimitada. Tomamos como garantida a sua disponibilidade.

No entanto, no caso das equipas de tele-trabalho existe uma maior consciência dos diferentes fusos horários e cargas horárias alocados ao projeto. Ou seja, existe um maior aproveitamento por parte de todos quando se reúnem virtualmente.

6. Os colaboradores em trabalho remoto são solitários

Trabalhar remotamente não significa ficar em casa um dia inteiro. É verdade que estes trabalhadores podem optar por trabalharem sozinhos de vez em quando. Mas não é a única opção.

Hoje em dia existem diversos espaços próprios para quem trabalha de forma remota. Espaços como cafetarias, bibliotecas e até mesmo espaços de coworking são extremamente populares entre estes trabalhadores.

7. O tele-trabalho implica mais despesas

Há quem assuma que as preocupações com o suporte de IT aumente o custo de contratação de um trabalhador remoto. Num prisma geral, não é verdade. Admite-se que existem custos iniciais para fornecer mesas e equipamentos a um colaborador num escritório. Mas a verdade é que os trabalhadores remotos acabam por ser mais rentáveis para a empresa.

As despesas gerais diminuem porque não é necessário um escritório maior, que por sua vez reduz o valor da renda, móveis, manutenção e comodidades de escritório como café e comida. Sem mencionar a redução da pegada de carbono porque não há a necessidade de deslocação (de carro próprio ou transportes públicos) ao escritório.

8. A cultura da empresa sofre com o tele-trabalho

É um argumento válido quando se diz que o espírito no escritório não é o mesmo quando não estão presentes alguns membros. Mas o que eleva uma empresa não são as conversas entre colegas durante as pausas para o café. A forma como estes são tratados e valorizados é que potencia uma empresa.

Bastam umas pequenas adaptações na estratégia de comunicação para diminuir este problema por completo. A empresa deve tomar um esforço consciente para mostrar aos seus colaboradores a importância que têm na equipa, principalmente quando não estão no escritório. E não é esta abordagem que prejudica a cultura da empresa, mas sim a falta de valorização.

9. Os trabalhadores remotos estão disponíveis 24 horas por dia e 7 dias por semana

Só porque um colaborador não entra e sai do escritório fisicamente, não significa que o seu turno nunca termina. Os trabalhadores remotos mantêm uma rotina semelhante à dos colegas que estão no escritório e as mesmas expetativas de um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional também lhes devem ser aplicadas.

O mesmo serve para os amigos destes trabalhadores. Não é por estar a trabalhar em casa que o seu amigo deve assumir que está disponível para ir às compras ou beber um copo. Há trabalho a fazer.

10. A Netflix está a passar episódios o dia todo

Os trabalhadores remotos provavelmente desfrutam de um barulho de fundo tanto como os colegas do escritório – seja o rádio a tocar ou o Spotify. No entanto, este grupo de trabalhadores tende a compensar a sua falta de contacto pessoal ao colocar mais regras no seu dia-a-dia.

Por outro lado, afirmam que também se vestem como se fossem para o escritório e que também lhes é difícil manter a concentração em determinadas alturas… principalmente se estiverem a assistir à sua série preferida na televisão.

 

Fonte: Trello

 

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