O Governo propôs aos sindicatos um aumento salarial de 52€ para os funcionários públicos, em 2024.

Isto vai ao encontro do que está no acordo plurianual celebrado há um ano, com o Sindicato dos Quadros Técnicos (STE) e com a Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP). Este prevê um aumento de 52,11€ em todos os anos da legislatura (ou de 2% para os ordenados acima dos 2.600€).

No entanto, as estruturas sindicais defendem que se vá mais longe.

Sebastião Santana, da Frente Comum, refere que “a proposta que o Governo traz hoje para cima da mesa resulta do acordo que nós apelidamos de empobrecimento e que foi assinado com outras duas estruturas sindicais”.

O sindicalista considera que o aumento salarial para os funcionário públicos, proposto pelo Governo, fica “muito aquém” do necessário para repor o pode de compra dos trabalhadores do Estado.

Na reunião do Executivo com os sindicatos, para discutir as atualizações salariais do próximo ano, Sebastião Santana refere que o Governo limitou-se a “transcrever” o que está no referido entendimento.

“Entre Abril de 2022 e Abril de 2023, os trabalhadores da Administração Pública perderam 5,1% de poder de compra”, explicou o líder da Frente Comum.

Assim, “não é com esta proposta que se vai repor, quando a inflação está muito longe de estar em níveis aceitáveis”, acrescenta.

Todos os sindicatos defendem que, perante os níveis atuais de inflação, é preciso ir mais longe.

O STE defende aumentos de 5% para a generalidade dos funcionários públicos e a FESAP reforços de 6%, com um mínimo de 80 euros.

Além disso, estas duas estruturas querem também que o subsídio de refeição seja atualizado dos atuais seis euros para 7,5€.

Fonte: ECO