
Está em Portugal há quase 120 anos e paga um salário 78% acima do ordenado médio registado no mercado de trabalho português.
O salário mÃnimo é de 20% acima dos 820€ definidos como limite mais baixo a nÃvel nacional.
A Siemens quer ser competitiva e não perder o talento que está a formar e os ordenados não são um “ponto crÃtico” nesta multinacional.
Quem o diz é Pedro Henriques, responsável pelo departamento de Recursos Humanos, que defende a importância de adotar novos modelos de trabalho, de valorizar os trabalhadores e de adaptar os processos e polÃticas à s novas gerações.
16 milhões de euros de lucro distribuÃdos pelos trabalhadores
No último ano, a Siemens Portugal lucrou cerca de 32 milhões de euros, destes, 16 milhões de euros acabaram por ser distribuÃdos pelos trabalhadores.
Numa altura em que tanto se fala na dificuldade de reter talento, Pedro refere que isto “tem peso do ponto de vista económico, mas tem também muito do ponto de vista da mensagem.
“Só conseguimos atingir os resultados que atingimos com os colaboradores. Pensamos que o colaborador tem de ter uma parte do resultado. Estamos todos a fazer um percurso conjunto. Não é a gestão, nem a administração que fazem esse percurso. Somos nós, os 4.000 colaboradores que trabalham na Siemens em Portugal”, explica.
Nos últimos anos, embora a rotatividade seja grande, o responsável refere que a empresa em conseguido gerir e reter aqueles que pretende reter, através da cultura de gestão do talento.
O que a Siemens faz que diferencia?
A empresa aposta em estratégias para evitar a saÃda de trabalhadores e reter talento, seguindo os temas ligados à sustentabilidade, diversidade, partilha, autonomia, e conciliação da vida pessoal e profissional.
“A partilha do bónus é relevante, mas há um conjunto de outras práticas. Temos que nos preocupar com as pessoas”, explica.
Por exemplo, relativamente ao equilÃbrio entre vida pessoal e profissional, a Siemens aposta num regime hÃbrido.
Quanto a remuneração, na Siemens o salário médio é 78% superior ao salário médio do paÃs, quase o dobro. E o salário mÃnimo é mais de 20% acima do ordenado mÃnimo nacional.
Pedro Henriques afirma “não queremos pagar acima do mercado. Queremos pagar de acordo com o mercado, mas o mercado é o nosso, não são as médias nacionais. Pagamos aquilo que nos parece adequado para recrutar”.
Pedro Henriques referiu ainda que acredita que a Siemens continuará a recrutar 300 profissionais ao ano em Portugal.
Além disso, assegura que a abertura de dois novos hubs ainda está em cima da mesa, ainda que seja prematura avançar (para já) com detalhes.
Fonte: ECO
