Jerónimo Martins e Lidl vão aumentar os salários em 2022, entre 3% e 25%, isto corresponde a um investimento de mais de 34 milhões de euros.
O grupo detentor do Pingo Doce e do Recheio, vai aumentar os salários de entrada dos colaboradores entre 7% e 25%.
Assim, será feito um investimento de 22 milhões de euros no reforço das remunerações de entrada, que irá abranger cerca de 26 mil colaboradores.
Também o Lidl se prepara para em 2022 investir 7,5 milhões de euros em salários. Então, estima-se uma subida média de 3% nas remunerações.
Além disso, soma-se ainda 5 milhões de euros investidos no aumento de horas do pessoal em part-time.
Quanto a outros grupos retalhistas, como o grupo Sonae MC e a Mercadona, não adiantam valores mas admitem uma atualização salarial para 2022.
Grupo Jerónimo Martins investe 22 milhões
Esta medida implementada pelo grupo, irá abranger todas as suas insígnias, ou seja, Pingo Doce, Recheio, Jerónimo Martins Agroalimentar, Jeronymo e Hussel.
Segundo fonte oficial da empresa, “estas alterações nos níveis de entrada implicam também revisões nos escalões superiores de modo a manter a diferenciação salarial para as diferentes tipologias de funções”.
Ainda assim, não é conhecido o impacto ao nível de custos globais na folha salarial.
Lidl sobe em média 3% nos ordenados
O Lidl pretende fazer cumprir a sua política de investimento nos colaboradores. Então, este aumento salarial irá abranger mais de 8200 funcionários.
“Este aumento salarial visa contribuir para a criação de um emprego estável e de qualidade, no qual acreditamos”, explica Maria Román, administradora de Recursos Humanos do Lidl Portugal.
A cadeia alemã vai assim investir “mais de 7,5 milhões de euros em aumentos salariais, dos quais mais de 80% se destinam a colaboradores das lojas e entrepostos”.
A subida salarial média, para todos os colaboradores do Lidl em Portugal, será de mais 3%.
Além disso, este retalhista vai também aumentar a carga horária dos colaboradores em regime de part-time, de “forma progressiva”.
Com isto, pretende beneficiar cerca de 3700 colaboradores “que desta forma irão usufruir de um aumento salarial de 24%”, refere a administradora.
Assim isto traduz-se num investimento adicional de cinco milhões de euros.
Salários acima do Salário Mínimo Nacional
Segundo a ministra do Trabalho – Ana Mendes Godinho – isto irá abranger cerca de 880 mil trabalhadores. Será ainda acompanhado de um apoio de 112 euros às empresas.
Na maioria dos retalhistas alimentares, ouvidos pela Pessoas (ECO), os salários de entrada estão acima do SMN.
O grupo Jerónimo Martins aposta numa estratégia retributiva em que estabelece salários de entrada acima dos salários mínimos nacionais.
Quanto ao Lidl o ordenado de entrada, “já a partir de 1 de janeiro de 2022, passará a ser de 750 euros (para uma carga horária de 40 horas).
Na Aldi, em 2022 o salário mínimo será de 753,50 euros no escalão base de colaborador de loja a tempo inteiro (40 horas semanais). Além disso, este grupo tem como prática a atribuição de prémios de incentivo mensal, às equipas de loja.
A dona do Continente também não revela valores, mas admite que, tal como em anos anteriores irá garantir o alinhamento com o mercado de trabalho, se forma a assegurar a competitividade das suas práticas salariais.
Já a Mercadona, como faz e sempre fez, vai aumentar o salário dos seus trabalhadores de acordo com o Índice de Preços no Consumidor (IPC) acumulado no final do ano.
Fonte da empresa refere ainda que os trabalhadores deste grupo têm contrato de efetivo desde o primeiro dia de trabalho. Passam por cinco escalões (aproximadamente cinco anos) em que têm um aumento salarial de 11% a ca escalão.
Além disso, o representantes destes grupos retalhistas referiram que é habitual dos seus grupos (na maioria) a prática de um política de benefícios.
Estes englobam aumentos salariais, prémios, programas de responsabilidade social em áreas como Saúde, Educação e Bem-estar familiar dos colaboradores, entre outros.
