As ofertas de emprego que encontra online não são necessariamente todas credíveis e algumas podem chegar até a ser falsas ou fraudulentas. Como candidato, deve fazer o seu trabalho de casa e procurar emprego em sites credíveis, certificar-se que a empresa é transparente e a oferta honesta.

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Ofertas de emprego credíveis através de política rigorosa

No Alerta Emprego, temos uma política rigorosa e validamos pró-activamente todas as empresas registadas. Assim:

  • Validamos a existência de todas as empresas que se registam (através do respectivo NIPC)
  • Procuramos informação no site da empresa ou disponível na internet
  • Contactamos por telefone os responsáveis das empresas e procuramos compreender a legitimidade das suas intenções
  • Analisamos as ofertas de emprego e asseguramos a respectiva transparência (função, responsabilidades e requisitos específicos para uma oportunidade em concreto)
  • No caso de empresas de recrutamento ou trabalho temporário, avaliamos o respectivo historial e a credibilidade da sua actividade

Apesar do esforço, há sempre situações com alguma subjectividade (por exemplo o caso de empresas recém-criadas) em que o critério de decisão acaba por ser a confiança que é depositada no interlocutor (construída através de conversas ou, por exemplo, da credibilidade do perfil da pessoa no Linkedin ou Facebook e ausência de sinais de alarme na internet).

Ofertas de emprego não validadas em alguns portais

Mas nem todos os sites de emprego validam as empresas e ofertas. Alguns, porque funcionam como agregadores que angariam ofertas de várias fontes e, outros, porque aceitam empresas e ofertas indiscriminadamente.

Nestes casos, o cuidado fica exclusivamente ao cargo dos candidatos, que devem salvaguardar a credibilidade das ofertas a que se candidatam.

Sinais de ofertas de emprego fraudulentas

Assim, quando procura emprego online em portais com políticas pouco rigorosas, deve proteger-se e esforçar-se por perceber o nível de credibilidade da empresa e oferta de emprego.

Listamos abaixo alguns sinais de alarme:

1) Tem de pagar para começar a trabalhar

Este é o maior sinal de alarme em relação a ofertas de emprego. Não é suposto ter de pagar e, se lhe é exigido o pagamento de algum montante para ir a uma entrevista ou começar a trabalhar, o melhor é não prosseguir com o processo.

2) Pedem-lhe informação pessoal/confidencial cedo demais

Não é normal pedirem-lhe informação pessoal/confidencial (NIB, informação bancária ou outros documentos) durante o processo de recrutamento. Apenas no final, quando já foi seleccionado e antes de começar a trabalhar, fará sentido prestar este tipo de informação.

3) Não precisa de ir a entrevistas para começar a trabalhar

Por norma, qualquer empresa entrevista os candidatos antes destes começarem as suas funções. Se tal não é necessário, desconfie e tenha cuidados redobrados.

4) O salário é demasiadamente bom para ser verdade

Se lhe prometem mundos e fundos e as condições são muito elevadas quando comparadas com empresas ou funções similares, pense duas vezes. Geralmente, ganhar muito dinheiro muito rápido é um pronúncio de situações pouco transparentes.

5) Encontra queixas de outros candidatos na internet

Se ao pesquisar o nome da empresa no Google encontra reclamações e queixas de outros candidatos, procure ter uma visão crítica sobre os factos apresentados e construir o seu próprio julgamento. Os candidatos podem queixar-se por diferentes motivos e cabe-lhe a si distinguir se as reclamações são fruto de um mal entendido ou de situações duvidosas.

6) A oferta de emprego é pouco específica

Geralmente, as empresas optam por lançar processos de recrutamento específicos. Quer isto dizer que estão à procura de candidatos para uma função específica, com responsabilidades e requisitos pré-definidos. Se a oferta é demasiado subjectiva ou muito abrangente, invista ainda mais a garantir que a oportunidade é credível.

7) Não encontra o site, telefone, email e morada da empresa

O facto da empresa não ter site pode não querer dizer nada. Algumas empresas podem estar a começar e ainda não ter site ou, outras mais conservadoras, podem ainda não ter optado por este canal. Quando assim é, utilize sites como o LinkB2B para validar que a empresa existe e está de facto registada. Pode também consultar sites deste tipo para procurar o número de telefone da empresa e ligar a confirmar a legitimidade da empresa.

8) O endereço de email é pouco profissional

Geralmente, as empresas utilizam endereços de emails profissionais. Endereços como Gmail ou Hotmail podem ser utilizados em organizações mais pequenas e menos estrutruradas, mas podem também ser sinal de ofertas falsas.

9) Não encontra informação sobre nenhum colaborador nas redes sociais

Hoje em dia o mais comum é conseguir encontrar colaboradores da empresa em redes sociais como o Linkedin ou Facebook. Se é verdade que tal pode ser uma consequência, também é verdade que pode sugerir uma oferta falsa ou pouco séria.

10) O título da oferta é “trabalhe a partir de casa”

Há cada vez mais oportunidades de trabalho deslocalizado, em que os colaboradores podem trabalhar a partir de casa. É aliás uma tendência do mercado de trabalho e tenderá a verificar-se cada vez mais no futuro, já que nunca foi tão fácil colaborar à distância. No entanto, não é normal o título da oferta ser “trabalhe a partir de casa”. À partida, deve ser indicada a função e responsabilidades, sendo que o modelo da colaboração deve ser secundário e não o objecto principal do anúncio.

Avaliar as ofertas de emprego

É importante lembrar que nenhum destes sinais implica a falta de seriedade de uma oferta. No entanto, deve estar atento a todos eles para poder julgar a credibilidade da mesma. Em caso de ofertas de anúncios anónimas (a que muitas empresas sérias recorrem por diferentes razões), espere pelas entrevistas para determinar a transparência das oportunidades.