A despromoção – redução forçada do cargo ou estatuto de um trabalhador é usada de e por várias razões, tanto pela empresa como pelo próprio trabalhador.

Se for por decisão da empresa, pode ter como base uma medida disciplinar, para evitar o despedimento do trabalhador. Se for uma despromoção voluntária, pedida pelo próprio empregado, pode ter o propósito de ajustar o seu trabalho às suas necessidades pessoais.

Despromoção implementada pela empresa

Existem inúmeras razões para uma empresa optar por despromover um trabalhador a assumir um papel inferior ao que estava a exercer:

  • Não possuir capacidades para gerir: falhar ao exercer um cargo para o qual foi promovido, por exemplo quando um trabalhador de sucesso fica encarregue de um papel de gerente e não consegue gerir o problema das pessoas;
  • Mudança de empresa: a empresa e o trabalhador podem estar a separar-se, e a empresa opta por esta solução para providenciar ao trabalhador tempo para encontrar outro emprego. Deste modo, quando um trabalhador está para sair da empresa, é normal a mesma não o querer a liderar outros trabalhadores ou a acompanhar projetos em desenvolvimento.
  • Reestruturação: a empresa pode eliminar posições/cargos na hierarquia da empresa de modo a nivelar as relações dentro da empresa. Isto é uma medida que tem o propósito de capacitar os trabalhadores e pode incluir, no caso de um supervisor, dobrar ou triplicar o número de membros destinados ao processamento dos relatórios. A organização também pode optar por eliminar o degrau entre o presidente e o vice-presidente da empresa. Apesar de tudo, isto é um processo difícil e desagradável para muitos trabalhadores.
  • Desafios financeiros: a organização pode estar a enfrentar dificuldades financeiras e este é o caminho, reduzindo salários e benefícios, para evitar o despedimento.

Despromoção voluntária

  • Equilíbrio entre a vida pessoal e profissional: o trabalhador pretende menos responsabilidades. Ou o novo cargo impede alterações na sua vida. Uma mãe recente que quer diminuir o stress que viveu como gerente, e decide contribuir individualmente até os seus filhos começarem a sua escolaridade e nessa altura já voltará a exercer o cargo de gerente.
  • Flexibilidade no trabalho: alguns trabalhadores podem preferir trabalhar em casa e/ou ter um horário flexível e o cargo superior que exerciam não o permitia. O trabalhador também pode querer continuar a trabalhar para a empresa, então sugere aceitar a despromoção, que é a única posição disponível. Estas mudanças são maioritariamente motivadas pela deslocação ou pela família. Por outro lado, os trabalhadores também podem aceitar uma despromoção em vez de serem despedidos.
  • Aposentação: reduzir as responsabilidades através da reforma pode fazer sentido, dependente da situação.

 

Fonte: The Balance Careers