184 médicos emigraram nos primeiros 5 meses do ano

Nos primeiros 5 meses de 2016, 184 médicos emigraram à procura de melhores salários. A maioria são jovens que escolheram como destino outros países europeus, de acordo com os dados revelados pela Ordem dos Médicos.

Dos médicos que tomaram a decisão de ir trabalhar para o estrangeiro, mais de metade estava inscrita na Secção Regional do Sul que, entre Janeiro e Maio, emitiu 109 “Good Standing Certificates” – certificado exigido para apresentar às entidades estrangeiras quando se pretende trabalhar oou estagiar noutro país.

A secção regional do Norte emitiu, no mesmo período, 101 certificados mas apenas 59 médicos optaram por emigar. Na secção do Centro apenas 16 certificados foram entregues.

O total de médicos que emigraram (184) é inferior ao valor médio de profissionais emigrados por mês, no ano passado: 39,5 contra 36,8 este ano.

Na região Norte, mais de metade dos emigrantes (54%) tinha menos de 35 anos. Esta percentagem sobe para 68% na região Centro. No Sul, 54 médicos tinham menos de 35 anos e 29 médicos tinham entre 35 e 44 anos. No que diz respeito ao género, há maior destaque para as mulheres. Dos 109 médicos que emigraram no Sul, 62 eram do sexo feminino. No Norte a “vantagem” das mulheres manteve-se (54%).

Motivos de Emigração

De acordo com a Secção Regional do Norte, os principais motivos para estes profissionais decidirem emigrar são, de uma forma geral, a procura por melhores condições de trabalho. Outro motivo é o facto de, no estrangeiro, os médicos estarem a exercer na especialidade pretendida e na qual não conseguiram vaga em Portugal.

 

Fonte: Jornal de Notícias.