A Indústria do Calçado colocou em prática um acordo colectivo que pretende promover a igualdade salarial no local de trabalho. Segundo Paulo Gonçalves, porta-voz da Associação Portuguesa da Indústria do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Sucedâneos (APICCAPS), “Trata-se de um contrato histórico celebrado pela primeira vez na fileira do calçado, na indústria e na economia portuguesa”.
Este acordo foi estabelecido em conjunto com a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Pedes de Portugal (FESETE) e foi assinado no dia 18 de Abril, na presença de Vieira da Silva, Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
A Associação representa 1342 empresas e cerca de 40 mil trabalhadores, onde cerca de 60% são mulheres e assegura que “para as mesmas tarefas será pago o mesmo ordenado a homens e mulheres, estando associado a isto um aumento médio salarial de 3,45%”.
Para Paulo, foi posto termo a uma diferenciação histórica e económica e acrescenta que “a produção nas empresas está dividida em corte, costura e acabamentos. A primeira e a terceira são consideradas nobres e estavam historicamente mais na mão de homens, eram profissionais que auferiam rendimentos superiores. As segundas estavam nas mãos de mulheres. Agora, tudo está mais misturado, houve muitas mulheres a requalificarem-se e essa distinção já não fazia sentido”.
Assim, deixa de haver salários mínimos num sector em que a média salarial é de 700€.
Fonte: Delas

