
O projecto-piloto da semana de quatro dias de trabalho está previsto para Junho de 2023. Terá uma duração de seis meses e será testado no sector privado.
Mas, será antecedida de um perÃodo de preparação de três a quatro meses e, no final, “está previsto um perÃodo de reflexão de um mês”, refere a proposta do Governo.
Assim, neste perÃodo, está previsto que “a gestão vai refletir sobre a experiência e determinar se vão manter a nova organização, voltar à semana de cinco dias, ou adotar um modelo hÃbrido”.
As linhas essenciais definidas para esta experiência preveem que: não há corte de salário, com redução de horas semanais, voluntária, reversÃvel e aberta a todas as empresas privadas, mas sem contrapartidas do Estado.
Este projeto-piloto irá estender-se por mais de ano e meio, desde o último trimestre de 2022 ao segundo trimestre de 2024.
Em que, o primeiro perÃodo será para manifestações de interesse e sessões de esclarecimento e o segundo para inquérito pós-piloto.
Regras para as empresas
O Governo deixa explÃcito que não pode haver corte salarial e tem de implicar uma redução de horas semanais.
Além disso, visto que o Estado não oferece nenhuma contrapartida financeira, “não será estipulado um número de horas semanais exatas”.
Assim, podem ser 32 horas, 34, horas, 36 horas, definidas por acordo entre a gestão e os trabalhadores.
E ainda, para a empresa avançar a experiência tem de envolver a grande maioria dos seus trabalhadores.
A exceção vai para as grandes empresas em que o modelo poderá ser testado em apenas em alguns estabelecimentos ou departamentos.
Avaliação do projeto a duas faces
A avaliação dos efeitos da semana de quatro dias será feita junto dos trabalhadores e das empresas.
Então, do lado dos trabalhadores, serão medidos os efeitos no bem-estar, qualidade de vida, saúde mental e saúde fÃsica.
Além do seu nÃvel de compromisso com a empresa, satisfação com o trabalho e intenção de permanecer na organização.
E ainda será estudado o uso de tempo dos trabalhadores nos dias de descanso, para perceber onde e como é usado o tempo não-trabalhado.
Também será possÃvel avaliar eventuais reduções de custos em transportes ou deslocações e na prestação de cuidados de crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais.
Já para as empresas, o foco está na produtividade, competitividade, custos intermédios e lucros.
A avaliação vai ser feita através de inquéritos, antes, durante e depois da experiência.
Estes serão desenhados para puderem ser comparados com as outras experiências internacionais, mas adaptados à realidade portuguesa, procurando promover o cruzamento de dados.
O Governo confirma que a experiência a desenvolver em Portugal é inspirada nos trabalhos já desenvolvidos no Reino Unido, Irlanda, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, organizadas pela 4-Day Week Global.
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Fonte: Expresso
