A determinada altura na sua carreira, é compreensível que dê por si a pensar em situações que poderia ter lidado de forma diferente, ou como as coisas poderiam ter sido mais fáceis. Estes pensamentos são humanos e um comportamento comum a muitos profissionais.

No entanto, não quer dizer que quem está agora a começar a sua carreira profissional, ou prestes a começar um desafio profissional tem de seguir as mesmas direções para obter as mesmas oportunidades ou benefícios.

Neste artigo estão alguns conselhos para quem está agora a começar a forjar o seu caminho profissional ou até mesmo para quem pretende melhorar a sua abordagem, que lhe podem ser úteis e facilmente adaptados para a sua situação.

Não ter um mentor

Nem todos os profissionais podem dizer que tiveram um mentor nas suas vidas. Não é uma obrigatoriedade ou algo que o vai impedir de alcançar sucesso se não tiver um mentor, mas é uma grande ajuda, principalmente para quem é inexperiente e está a começar a dar os primeiros passos na sua carreira.

Atualmente, até existem faculdades que implementam Programas de Mentoria para preparar os seus estudantes/trabalhadores para o mundo fora da faculdade. Se tiver a oportunidade de inscrever-se em programas deste género, tente agarrar esta oportunidade, nem que seja para ter a certeza se é algo que realmente quer e precisa.

“Responder” ao seu superior

Existem duas formas de uma interação entre um júnior e um sénior se desenrolarem. Ou a sua resposta é na verdade uma perspetiva crítica e traz conteúdo para a situação atual, ou só está a ser descaradamente desrespeitador.

Optando pela segunda opção, o que acontece quando é insolentemente desrespeitador? Está simplesmente a anunciar a todos ao seu redor que é uma pessoa “difícil”. A pessoa que desrespeitou irá sempre lembrar-se dessa situação, especialmente se lhe questionarem sobre si ou se os vossos caminhos profissionais se cruzarem novamente. E acredite que é muito mais provável do que pensa.

Não negociar

Sair de um emprego para o outro não é fácil, não só em termos da procura em si, mas tudo o que envolve. Sair da sua área de conforto, mudar de algo garantido para algo que pode ou não resultar, etc.

Se lhe for oferecida uma proposta, deve tomar o tempo necessário (dependendo do prazo estipulado) para tomar uma decisão racional. Por vezes, estas propostas são aceitas na altura, sem pensar duas vezes, motivadas talvez por estar no mesmo emprego há algum tempo, por ter receio de voltar às entrevistas de emprego e não querer passar novamente por essas fases, entre outras.

Se for colocado numa situação em que a proposta possui alguns pontos importantes que não lhe agradam, tente negociar primeiro. Mostre que tem interesse se determinados pontos fossem melhor observados. O pior que pode acontecer é dizerem “Não”. E se for essa a resposta dada, tem o poder para rejeitar a oferta e esperar por algo melhor.

Não pedir feedback do seu desempenho

Se acredita que está preparado para uma promoção, não deve esperar por revisões/reuniões anuais para debater o assunto com o seu superior. Aqui o ponto-chave é falar esporadicamente com o seu patrão e pedir um feedback do seu desempenho.

Não tenha receio: é sempre bom reunir-se com o seu patrão a cada seis semanas, por exemplo. Nem tem de ser uma reunião formal. Apenas tente arranjar uns minutos vagos para o seu superior rever o seu projeto e pedir algum feedback. Saiba o que impressionou o seu patrão e o que ainda necessita de ser melhorado.

Fazer uma má gestão dos seus contactos

Crie o hábito de criar uma folha de Excel ou Google, com os contactos de todos os recrutadores com quem se encontrou. Atualize-a com todos os cartões de negócio que recebeu ou informações de contactos nas assinaturas dos emails dos recrutadores. Faça uma cópia de segurança dos mesmos, só para se certificar que tem tudo salvo.

Acredite, não é nada agradável ter de escavar, literalmente, para encontrar o contacto daquele recrutador com quem se encontrou há semanas, meses ou anos atrás. Qualquer contacto de recrutadores é algo demasiado essencial para esquecer ou perder, principalmente quando chegar a altura em que realmente precisa dele.

Não assumir as responsabilidades dos seus erros

É muito comum quando algum colaborador comete um erro, nem sempre o admitir. É sorte quando não acaba em despedimento, no entanto é algo que atrasa o progresso de um projeto e as responsabilidades acabam por cair em cima de todos os integrantes, que terão de dobrar o esforço para compensar o atraso.

Todos somos humanos e todos cometemos erros. E se tiver um patrão que o faz sentir que os erros não serão tolerados, então talvez seja melhor encontrar outro emprego. Contudo, o que é inadmissível é não assumir as responsabilidades dos seus erros. Eventualmente chegará a altura de ter de pagar por se ter escondido atrás dos seus erros ou mentido sobre o ter cometido ou até mesmo por ter culpado outro colega pelos seus erros. Admitir que falhou após o sucedido não é bonito, mas o problema será mais fácil de lidar se agir na altura certa.

 

Fonte: The Muse