É provavelmente a área com maior percentagem de trabalhadores remotos. 88,6% dos profissionais tech trabalham 100% remotamente ou regime híbrido.

Destes, cerca de 20% trabalham remotamente para uma empresa noutro país.

Entre os principais impulsionadores da carreira para estes profissionais, estão salário, benefícios e equilíbrio entre vida profissional e vida pessoal.

Já os benefícios de saúde e bónus anual são as vantagens mais desejadas, revela o estudo “Global Tech Talent Trends”, elaborado pela Landing.Jobs.

“O setor tecnológico já era dos mais avançados a nível de trabalho remoto. Com a pandemia, o trabalho remoto passou de exceção a regra. E, ao contrário de muitos outros setores, que estão a voltar ao presencial, na área da tecnologia não há volta a dar”, defende Pedro Moura, chief marketing officer da Landing.Jobs.

20% trabalha para o estrangeiro

Cerca de 20% dos profissionais tech trabalham para empresas que se encontram noutros países e até noutros continentes.

Principalmente, profissionais que vivem no continente africano (72,8%), asiático (72,6%) e na parte sul do continente americano (82,1%).

Para as empresas – que se deparam com escassez de talento tecnológico – é uma possibilidade para aceder a mais candidatos.

Em Portugal, antes da pandemia estimava-se que haveria necessidade de mais cerca de 50.000 a 70.000 profissionais, para um universo atual de cerca de 120.000.

As empresas portuguesas estão prontas para contratar no estrangeiro?

“Em geral, as empresas portuguesas são ainda muito conservadoras, muito avessas ao risco. Isto reflete-se na contratação de estrangeiros, sobretudo estrangeiros não europeus”, responde Pedro Moura.

No entanto, isto acontece sobretudo nas empresas mais tradicionais.

Benefícios e salário contam na decisão da carreira

O salário e os benefícios são os principais fatores tidos em conta pelos profissionais de tech nas suas decisões sobre carreira (19,2%), seguido do work-life balance (16,6%).

Por outro lado, benefícios na área da saúde (19,7%) e bónus anual (18,2%) são as regalias laborais mais procuradas.

Neste momento, a tendência é que os melhores salários pertençam aos profissionais que trabalham 100% remotamente.

Atualmente, os cargos de gestão ganham, em média, 1,4 vezes mais do que programadores, e trabalhos exclusivamente presenciais são os mais mal pagos (1,9 vezes menos do que os cargos 100% remotos).

Além disso, nos últimos 12 meses, 60,9% dos profissionais de tecnologia viram os seus salários aumentar, enquanto 7,5% sofreram uma diminuição no ordenado.

Já no que diz respeito à diferença salarial entre homens e mulheres, pouco mais de metade das mulheres (51,2%) tiveram aumento salarial no último ano, comparativamente a 62,6% dos homens.

 

O “Global Tech Talent Trends” resultou de um questionário com âmbito global que contou com mais de seis mil respostas, envolvendo países como Portugal, Brasil e Nigéria.

Fonte: Pessoas by ECO