follow-up candidatura

Para conseguir emprego precisa de ser persistente. Não é suficiente enviar a sua candidatura em resposta a vários anúncios de emprego. Pode, e deve, estar atento aos processos de recrutamento de cada empresa e fazer algo para se destacar.

Por norma, os candidatos sentem-se apreensivos no que toca a fazer follow-up depois de enviarem o CV ou irem à entrevista de emprego. A realidade é que escrever um curto email pode fazer a diferença entre ser, ou não, contratado.

O The Daily Muse dá-nos 5 regras para fazer follow-up sem “aborrecer” o empregador:

 

Regra nº 1 – Seja humilde e educado ao longo de toda a candidatura

Não leve a falta de resposta por parte do empregador como um insulto. A realidade é que recebem dezenas ou centenas de e-mails todos os dias e, por vezes, é complicado responder a todos atempadamente.

Tenha atenção para não utilizar termos como “Ainda não respondeu à minha candidatura” ou “Ignorou o meu e-mail”. A falta de paciência não o vai ajudar a conseguir emprego.

Mantenha um tom educado ao longo de toda a troca de e-mails e mostre a sua personalidade – criará uma ligação emocional com o recrutador.

 

Regra nº 2 – Não envie e-mails todos os dias

Não envie um e-mail de follow-up imediatamente após submeter a sua candidatura. Idealmente, deve aguardar cerca de 1 semana após o último contacto com o recrutador.  Menos que uma semana pode tornar-se aborrecido para o empregador. Por outro lado, se deixar passar muito tempo, arrisca-se a que o seu nome caia no esquecimento.

Especialmente quando já recebeu um contacto (e-mail ou telefonema) por parte do recrutador, o follow-up é essencial.

A única excepção à regra acima descrita é o pós-entrevista. Nesse caso, aconselhamos o envio de um e-mail de agradecimento nas 24 horas a seguir à entrevista de emprego.

 

Regra nº 3 – Questione quando deve parar de fazer follow-up

Não perca tempo, e confiança, a enviar demasiados follow-ups. Se não está a obter resposta, pergunte se está na altura de parar de os enviar.

Escreva algo semelhante a “Compreendo que esteja ocupado, pelo que ainda não teve tempo de responder à minha candidatura/dar novidades. Não quero bombardeá-lo com e-mails, por isso pedia que me indicasse se devo parar de fazer follow-up”.

Assim, é mais provável que lhe respondam, positiva ou negativamente.

 

Regra nº 4 – Diferencie-se mostrando trabalho

Se o envio do seu CV não foi suficiente para ser chamado para a entrevista de emprego, mostre ao empregador que tem as competências necessárias para desempenhar aquela função.

Pesquise as necessidades da empresa, descubra o que pode ser melhorado e invista o seu tempo em criar uma solução para um problema da empresa.

Pode ser algo tão simples como “Reparei que não têm ainda uma grande quota de mercado na região do Norte. Já experimentaram fazer uma acção de promoção nesse local? Tive uma ideia, que passo a explicar brevemente…”. Com este tipo de mensagem, a empresa ficará a conhecer as suas competências relevantes.

Por outro lado, também pode apelar ao lado humano do empregador. Por exemplo, se viu que o mesmo faz voluntariado em África, pode enviar-lhe um artigo/notícia onde esteja explícito os impactos positivos deste tipo de iniciativas. Temas da actualidade também funcionam bem, como por exemplo o futebol (isto se o tema já tiver surgido em conversa previamente).

 

Regra nº 5 – Experimente com horários e modelos de comunicação

Se tem enviado os seus e-mails à segunda-feira de manhã e não obtém resposta, experimente mudar a altura em que faz follow-up. Uma boa altura seria a quarta-feira à tarde, já que o empregador já deve estar menos assoberbado de trabalho.

Por outro lado, também convém variar um pouco no assunto e forma de escrita. Em alternativa, pode tentar telefonar para o recrutador, embora aconselhamos que não o faça mais do que uma vez.

 

Siga este truque para ficar na memória do empregador e consiga o emprego.