Está a pensar mudar-se para o interior? Conheça a recente notícia que poderá ser um incentivo para realmente dar este passo.

Segundo a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, os trabalhadores que decidam mudar-se para o interior do país, ou até mesmo os estudantes que iniciem aqui a sua vida profissional, vão ter direito a um apoio monetário, que vai dos 2600 euros até aos 4800 euros.

Este programa pretende apoiar financeiramente, e de forma direta, os trabalhadores que decidam mudar-se para as zonas do interior menos povoadas, desde que celebrem um contrato de trabalho.

Os valores base do apoio situam nos 2600 euros, no entanto podem chegar aos 4800 euros, em função das despesas de instalação e transporte e por cada membro do agregado familiar.

O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) foi designado como a entidade responsável por pagar a verba dada “numa fase inicial, para o arranque e instalação. A linha vai ser aberta durante o 1.º trimestre de 2020, estará aberta em contínuo para quem se queira candidatar, e o pressuposto é precisamente esse: celebrar um novo contrato de trabalho no interior”, esclareceu a Ministra.

No entanto, as empresas também beneficiarão desta medida, uma vez que será realizado um apoio financeiro às empresa, que consiste por exemplo na majoração de 25% no apoio à criação de empresas para a contratação de desempregados, com o objetivo de criar uma bolsa de empregos exclusivamente para a região do interior.

A Ministra também referiu que vão “majorar os estágios que ocorram no interior. Quanto às pessoas que adiram ao programa Regressar para voltar a Portugal, também vamos majorar os apoios dedicados a quem decida instalar-se no interior. Vão ter também uma majoração de 25%.”

Com esta nova medida pretende-se ter 13 novos centros Qualifica no interior, e ainda flexibilizar as regras de acordo com os cursos de formação que decorrem no interior. Ana Mendes Godinho justifica que “às vezes, o número mínimo de formandos é inibidor até de turmas específicas no interior”, sendo necessário o reforço de novos cursos, principalmente nas áreas digitais e tecnológicas.

Aliado a esta medida, e com o propósito de facilitar esta mudança, será lançado o programa Habitar no Interior, para o desenvolvimento de redes de apoio locais e regionais para a divulgação e implementação do Chave na Mão, que pretende incentivar projetos-piloto de carácter municipal destinados ao arrendamento a custos mais acessíveis. Para tal, vai ser estruturada uma rede que integra as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e os Municípios.

 

Fonte: Executive Digest