
Em 2019 os jovens com mestrado ganhavam, em média, mais 22% que os licenciados, revela o Livro Branco “Mais e Melhores Empregos para os Jovens”, divulgado em Novembro.
Segundo um documento da Fundação José Neves, do Observatório do Emprego Jovem e do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), nos últimos anos os jovens licenciados têm vindo a receber menos, ao contrário dos mestres.
Este valor é superior ao registado em 2010, em mais 12 pontos percentuais.
Em 2010, um jovem adulto (entre os 25 e 34 anos) com licenciatura ganhava, em média, mais 95% do que um jovem com ensino básico e mais 59% do que um jovem com o ensino secundário.
Já em 2019, estes diferenciais caÃram para 60% e 42%, respetivamente.
Por outro lado, o prémio salarial associado ao mestrado “aumentou substancialmente”, refere o Livro Branco.
Assim, em 2019 o salário médio de um jovem mestre (entre 25 e 34 anos), era de 1617,16€, enquanto o de um licenciado se fixava 1326,76€.
Já um jovem com o ensino secundário ganhava em média 934,44€ e para um jovem com o ensino básico a média era de 827,65€.
Salários reais recuam entre 2010 e 2019
Então, falando em salários reais, o Livro Branco revela que as remunerações dos jovens trabalhadores recuaram entre 2010 e 2019:
- Licenciados: 14,5%;
- Mestres: 5,1%;
- Doutorados: 5,6%;
- Ensino secundário: 4,6%.
Já os salários dos jovens com o ensino básico subiram 3,7%.
“Os baixos salários dos jovens refletem-se na proporção expressiva de jovens a auferir o salário mÃnimo”, referem os autores.
Sendo 33,9% no caso dos jovens até 25 anos e de 25,8% entre os 25 e 29 anos, em Junho de 2021.
Taxa de desemprego jovem em mais do dobro da população geral
Desde 2015, a taxa de desemprego dos jovens com menos de 25 anos tem sido mais do dobro da população em geral. Durante a pandemia, chegou a ser 3,5 vezes superior.
O excesso de qualificações também ainda é um problema. Cerca de 30% dos jovens graduados são considerados sobrequalificados para a profissão que exercem.
Fonte: NotÃcias ao Minuto
