Dados divulgados pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) revelam que o salário médio em Portugal varia em função do grau de escolaridade e da idade.

Então, de acordo com as estatísticas sobre remunerações por trabalhador, o aumento do salário médio dos portugueses deve-se a estes dois fatores.

Em 2021, quem tinha completado o Ensino Superior ganhava em média mais 114,4%, equivalente a 1288€, do que quem tinha no máximo o 9º ano de escolaridade.

Ou seja, o ordenado de uma Licenciado era de 2414€ brutos mensais, para 1126€ dos do 3º ciclo do ensino básico.

Já os profissionais que tinham completado o ensino secundário ou pós-secundário não superior recebiam 1358€ de salário, mais 20,6% do que aqueles que tinham, no máximo, o 9º ano.

Além disso, a idade também foi uma fator que influenciou o aumento do salário médio em Portugal.

Em 2021, o salário médio bruto mensal de uma pessoa entre os 35 e os 44 anos era de 1510€, superior em 19,6% ao ordenado de um jovem adulto entre os 25 e os 34 anos, que se situava nos 1263€.

Um profissional na faixa etária dos 65 aos 74 anos ganhava, em média, 1808€ brutos. Um valor superior em 43,2% quando comparado com o vencimento dos jovens.

Remuneração brutal mensal é assimétrica positiva mas os rendimentos são baixos

Embora a distribuição do rendimento bruto mensal em Portugal em qualquer um dos anos em análise seja assimétrica positiva, há uma concentração de trabalhadores em rendimentos baixos.

Em 2019, o intervalo de remuneração que agregava a maior proporção de trabalhadores era o dos 750€ a menos de 800€.

Em 2021, o intervalo com a maior proporção de colaboradores era o que compreendia ordenados entre os 850€ e os 900€.

Tanto a média de remuneração bruta mensal como a mediana, nos anos em análise, aumentaram, mantendo-se a mediana a baixo.

Então, segundo o INE, “sendo a mediana inferior à média confirma-se que a distribuição da remuneração bruta mensal em Portugal em qualquer dos anos em análise é assimétrica positiva, havendo uma concentração de trabalhadores em rendimentos baixos”.

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Fonte: CNN Portugal

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