7 pecados mortais da procura de emprego

Está à procura de emprego mas não consegue encontrar? Conheça aqui algumas das razões que o podem estar a prejudicar e evite os 7 “pecados mortais” na procura de emprego.

“Gula” – Não ter foco na procura de emprego

 

  • “Dispara” centenas de candidaturas sem critério?
  • Aposta na quantidade?
  • Pensa “Se enviar CVs suficientes vou receber uma proposta de trabalho”?
  • Não  trabalha a sua candidatura nem aposta na respectiva qualidade?

Lembre-se sempre que está a competir com centenas de outros candidatos. As empresas procuram não só alguém com as competências e perfil necessários, mas também pessoas com atitude e motivação para se juntar à equipa. Enviar candidaturas é irrelevante: tem de enviar boas candidaturas.

“Preguiça” – Não trabalhar suficientemente as candidaturas

 

  • Analisa em detalhe os anúncios de emprego?
  • Esforça-se por perceber as necessidades da empresa e compreender exactamente o perfil que procuram?
  • Faz pesquisa sobre as empresas e os seus desafios?
  • Constrói candidaturas personalizadas?
  • Escreve cartas de apresentação adaptadas a cada empresa e oportunidade?
  • Responde aos desafios apresentados pelas empresas?

Se respondeu que não às perguntas acima, então dificilmente será bem sucedido. Só com esforço é possível conseguir uma proposta de emprego. Lembre-se que as empresas gostam de se sentir “especiais” e não apenas mais uma das centenas para onde enviou o seu CV.

“Orgulho” – Só procurar o emprego ideal, não pensar na empresa e não falar sobre a sua situação

 

  • Apenas procura oportunidades na sua área?
  • Está focado no “emprego ideal”?
  • Prefere não aceitar certo tipo de trabalhos?

A verdade é que voltar ao mercado de trabalho e estar activo pode ser o primeiro passo para conseguir algo melhor e mais ajustado ao que pretende. Se necessário, aceite um emprego fora da sua área ou em part-time para se manter activo. Pode sempre continuar à procura de um trabalho melhor.

 

  • Põe o foco das candidaturas em si?
  • Não relaciona as suas qualidades com as necessidades da empresa?
  • Escreve frases como “preciso urgentemente de trabalhar”?
  • Não se esforça por mostrar à empresa que é a solução para o que precisam?

As empresas só recrutam quando tem um “problema”: precisam de alguém para desempenhar certas funções e ajudar a empresa a prosperar. Adapte o CV para destacar os aspectos mais relevantes para a empresa em causa e use a carta de apresentação para se posicionar como a solução para o que a empresa precisa.

 

  • Conversa com pessoas próximas sobre a sua situação profissional?
  • Procura perceber se as empresas onde os seus amigos, familiares ou ex-colegas trabalham estão a precisar de alguém?
  • Antes de se candidatar a uma empresa, investiga se lá conhece alguém?

O networking é importantíssimo: alguém perto de si pode estar a par de oportunidades interessantes, que podem nem chegar a ser anunciadas nos canais habituais. Ao conversar com pessoas pode abrir portas inesperadas. Por outro lado, se conhece alguém que trabalha numa empresa a que se quer candidatar, porque não sugerir uma recomendação?

“Luxúria” – Não ser flexível

 

  • Não está disposto a trabalhar longe de casa?
  • Só aceita trabalhos próximos do sítio onde vive?
  • Emigrar não é para si?
  • A ideia de arriscar e mudar assusta-o?
  • Só aceita trabalhar para empresas sólidas?

Num mercado de trabalho desafiante é muitas vezes preciso fazer sacrifícios e arriscar. Isso pode implicar ir viver para uma cidade diferente ou trabalhar numa empresa que ainda se está a desenvolver.

“Ira” – Dizer mal de terceiros durante as entrevistas

 

  • Faz comentários negativos sobre antigos chefes ou colegas?
  • Queixa-se das políticas ou procedimentos de antigas empresas?

Evite, a todo o custo, fazer comentários negativos sobre as empresas anteriores e as suas ex-chefias. Pode ser suficiente para não ficar com o emprego. Isto aplica-se tanto à entrevista de emprego como às redes sociais.

“Avareza” – Pensar apenas no lado financeiro

 

  • Só dá importância ao salário fixo?
  • Assusta-o trabalhar com uma componente variável?
  • Não valoriza a possibilidade de aprendizagem e a valorização profissional?
  • Prefere não trabalhar a receber o mesmo do que o subsídio de desemprego?

Ter um salário fixo confortável é, à partida, a situação ideal. No entanto, a tendência é cada vez mais ser remunerado tendo em conta aquilo que produz. Não tenha medo de aceitar um trabalho só porque tem um salário base baixo e uma forte componente variável. Se for bom, as comissões que vai receber vão compensar o risco – só depende de si. Quando lhe fizerem uma proposta de emprego, considere também as regalias e o tipo de trabalho que vai fazer. Valorize a possibilidade de fazer formação e progredir na carreira. Este emprego pode ser apenas um passo para algo melhor.

“Inveja” – Pensar mais no que o rodeia do que em si

 

  • Acha que só consegue emprego quem tem cunhas?
  • Tem pensamentos como “neste contexto é impossível conseguir emprego”?

A procura de emprego é uma situação desafiante para qualquer pessoa. Exige uma gestão emocional cuidada. Afinal, quem quer contratar alguém em baixo? Procure manter uma atitude positiva e focar-se naquilo que pode mudar. Não perca a força de vontade  e evite “agarrar-se” a pensamentos negativos e a factores que não dependem de si: só o estarão a afastar do seu objectivo.

Saber quais erros a evitar é o passo inicial para conseguir um emprego. Faça tudo ao seu alcance para ser um melhor candidato.