Startup Portugal 15 medidas de apoio ao empreendedorismo

Um dos principais objectivos do Governo de António Costa é implementar medidas de apoio às Start-ups. Por esse motivo, em Março deste ano, o Primeiro-Ministro lançou o Startup Portugal: estratégia para impulsionar e apoiar o empreendedorismo.

Conheça aqui as 15 medidas que fazem parte desta estratégia:

Financiamento

1. Promoção do “equity crowdfunding” e do peer-to-peer

O Objectivo é promover a utilização destes dois meios de financiamento de start-ups. No “equity crowdfunding” existe a possibilidade de investir algum valor em troca de uma participação na empresa. Na Europa existem várias plataformas para esta apoio e uma das mais conhecidas em Portugal é a luso-britânica Seedrs.

Por outro lado, no caso do “peer-to-peer” os cidadãos podem emprestar dinheiro a indivíduos ou a empresa de forma online. Duas das plataformas mais conhecidas para este sistema são a “Lending Club” e a “Prosper”.

2. Fundo de co-investimento para “business angels”

Foi revelado pelo ministro da Economia a existência de linhas de apoio para “business angels” (investidores particulares que investem o seu próprio dinheiro predominantemente em novas empresas) e que a atingirão os 60 milhões.

3. Fundo de co-investimento para capitais de risco

Tal como no caso anterior, Caldeira Cabral anunciou também a existência de linhas de apoio a capitais de risco. Nesta situação, estarão disponíveis 400 milhões d euros.

O principal objectivo será atrair fundos internacionais com conhecimento especializado nas áreas de conhecimento. A Portugal Ventures e a PME Investimento serão as duas instituições responsáveis por selecionar quais os fundos que poderão ser elegíveis.

4. Call For Entrepreneurship da Portugal Ventures

A sociedade pública de capital de risco vai manter os seus programas de apoio a start-ups, chamados de “Call for Entrepreneurship”. No entanto, uma vez que serão criados os instrumentos de apoio que já referimos, este programa terá critérios mais rigorosos na selecção do investimento e actuar em áreas onde os privados não vão chegar.

5. Programa semente

Esta medida já estava anteriormente incluída no programa do Governo. O objectivo é atribuir benefícios fiscais às pessoas que investem em start-ups numa fase inicial. No entanto não deverá entrar em vigor este ano.

Aceleração de start-ups

6. Rede Nacional de Incubadoras

Uma das estratégias do Governo é o lançamento de uma rede nacional de incubadoras cujo objectivo passa por organizar entidades empreendedoras e promover a partilha de recursos.

7. Rede Nacional de Fab Labs

Um Fab Lab (Laboratório de Fabricação) é um espaço onde as pessoas possam discutir e criar “praticamente tudo” e um dos objectivos do Governo é também criar uma rede nacional.

8. Aceleradora de referência europeia

Outra das medidas é a criação de uma aceleradora portuguesa de referência europeia que pode ajudar a promover no estrangeiro as aceleradoras nacionais e a captar start-ups ou projectos internacionais para serem desenvolvidas nas estruturas portuguesas.

O objectivo não é criar uma nova estrutura física mas sim uma marca que promova estes organismos noutros países.

Apoio aos empreendedores

9. Programa Momentum

Este medida pretende apoiar licenciados, que tenham beneficiado de uma bolsa de acção social, na criação da sua própria empresa. Para tal, é-lhe facilitada residência, espaço de incubação e uma verba mensal para ajudar com as despesas pessoal. Será articulado com a rede nacional de incubadoras e com as universidades.

10. Vales de incubação e aceleração

Esta medida destina-se às empresa que podem candidatar-se a uma incubadora e custear a sua presença. No entanto, serão estabelecidos limites nas incubadoras.

11. Startup voucher

Nesta caso, os destinatários são os jovens universitários que estejam a terminar os cursos, ou já licenciados e visa que lhes seja atribuída uma verba mensal, durante alguns meses, para que possam desenvolver o seu projecto.

Promoção e regulação

12. Zona franca tecnológica

Esta medida visa a criação de legislação e regulamentação que atraia sectores inovadores. O objectivo é atrair estes sectores numa fase embrionária em que ainda estejam a ser desenvolvidos e antes de se tornares projectos empresariais – para que se possam manter em Portugal.

13. Programa Simplex

No âmbito desse programa, cujo objectivo é modernizar a administração pública, o executivo pretende incluir medidas que alterem a forma como as empresas são empresas. No entanto, não deverá entrar em vigor de imediato.

14. Potenciair o Web Summit

O objectivo é potenciar a presença do Web Summit – um dos mais importantes eventos europeus de tecnologia, empreendedorismo e inovação – em Lisboa. Para tal, serão apresentadas diversas iniciativas para que o evento não se resuma aos três dias em que decorre.

A edição de 2016 realizar-se-á entre os dias 8 e 10 de Novembro e é a primeira das três que acontecerão em Lisboa.

15. Promover a presença das start-ups portuguesas em eventos tecnológicos

O objectivo é garantir a presença das start-ups nacionais nos maiores eventos tecnológicos nacionais e mundais.

As empresas portuguesas já são uma presença assídua neste tipo de evento mas no entanto não existe organização – cada uma vai individualmente.

 

Fonte: Jornal de Negócios