Os cursos profissionais revelam-se cada vez mais um sucesso educativo, 54% dos alunos do ensino profissional têm emprego em 6 meses.

A mesma facilidade de entrada no mundo do trabalho não se vê nos jovens que seguem o ensino científico. Além disso, a remuneração dos alunos do ensino profissional tende em média a ser melhor.

“Os cursos profissionais fazem uma diferença significativa em termos de conclusão do secundário”, salientou Luís Capucha, professor do ISCTE, na apresentação do relatório “Avaliação do Contributo do PT2020 para a Promoção do Sucesso Educativo, Redução do Abandono Escolar Precoce e Empregabilidade dos Jovens”.

O professor e coordenador deste trabalho, refere ainda que a procura por esta oferta educativa tem aumentado ao longo dos anos — em 2019 foram 116 mil os alunos a frequentar as vias profissionais.

O relatório revelou ainda outros factos interessantes. No ensino profissional, em cada 100 alunos, 87 completa o ensino secundário, enquanto que nos Cursos Científico-Humanísticos (CCH), esse número desce para 57.

Quanto à empregabilidade, 54% dos alunos do ensino profissional têm emprego entre seis a nove meses após o termino do curso. Enquanto que entre os estudantes dos CCH, este valor desde para 36%.

Então se olharmos em termos de remuneração, também os alunos de Cursos Profissionais saem em vantagem, auferindo em média de uma remuneração superior à de um aluno do Cientifico. Embora, estes últimos tenham mais facilidade de acesso a um contrato permanente.

Também a OCDE, na “Education at a Glance 2020”, reconhece que os cursos profissionais têm mais saídas profissionais do que as licenciaturas.

 

Factos interessantes do relatório:

  • Taxa de abandono escolar precoce: em 1995 era de 41,4% e em 2020, 8,9%;
  • 30 mil jovens por ano finalizam o ensino secundário, com o apoio do Programa Operacional Capital Humano;
  • Remuneração diária dos alunos de Cursos Profissionais, nos primeiros 12 meses de trabalho, é em média de €19,37 e dos de CCH de €20,08;
  • Entre 2014 e 2019 foram investidos 37 milhões de euros na formação de agentes de educação e nos serviços de psicologia e de orientação;
  • Em 2014 havia 1586 alunos por psicólogo, reduziu para 1005 em 2019;
  • Mais de 60 mil professores participaram em ações de formação em 2019;
  • Até 2020 mais de 830 mil jovens e adultos tiveram formação através do Fundo Social Europeu.

Fonte: Expresso

 

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