Ao analisar os resultados dos empregadores participantes no inquérito de 2018 realizado pela Hays, relativamente ao mercado de trabalho, observamos que este ano foi positivo para a maioria das empresas, de uma forma geral. 66% respondeu que os resultados da sua empresa está de acordo com as expectativas, enquanto 21% considerou estarem acima das expectativas e 13% abaixo.

Existem ainda outros indicadores que confirmam esta tendência positiva: 87% dos empregadores efectuaram contratações em 2018.

As expectativas dos empregadores para a economia do país para o próximo ano também são otimistas, tendo em conta que 19% acredita numa melhoria, 16% acredita que irá piorar e os restantes 66% que irá manter-se igual ao de este ano.

No entanto, apesar destes resultados positivos, um dos resultados mais relevantes deste Guia são os 62% dos empregadores que consideram que as instituições de ensino não preparam os profissionais para o mercado de trabalho.

Assim, destacam como as três principais dificuldades do mercado actual: a falta de profissionais qualificados (53%), a desadequação entre a oferta de profissionais e as vagas disponíveis (49%) e a pouca articulação entre o sistema de ensino e as empresas (37%).

Isto é reforçado quando 65% dos inquiridos afirma que em 2018 tiveram que recrutar pessoas pouco adequadas às oportunidades de emprego que tinham em aberto, e 41% desistiram de concluir processos de recrutamento para optar por recursos internos.

Outro desafio que se detectou nos inquéritos foi a discrepância entre os factores que as empresas achavam que os profissionais davam importância e o que é que os profissionais realmente valorizam.

Ou seja, as empresas apontam como ponto forte Prestigio no Mercado (44%) enquanto os profissionais consideram um dos pontos menos relevantes (27%), ou ainda os profissionais valorizam a oferta salarial (85%) e as empresas consideram ser um dos factores menos relevantes (28%).

De qualquer forma, 2018 foi um ano de aumentos salariais (74%), aumentos de benefícios (28%) e de promoções (48%), onde 72% afirma que se deveu à performance dos colaboradores, tanto para os motivar como para os reter, visto que os colaboradores são cada vez mais requisitados no mercado de trabalho.