Fraude Máfia de Leste contactou desempregados

Alguns dos candidatos inscritos no portal NetEmprego do IEFP foram contactados, no final da semana passada, por um grupo da máfia de leste para participar num esquema de fraude.

Para prevenir situações semelhantes, o Alerta Emprego entra em contacto com todas as empresas que anunciam no portal, com o objectivo de garantir a credibilidade de todas as ofertas de emprego e a segurança dos candidatos

O alerta foi dado pelo site privado Net-Empregos, que não está relacionado com o portal do estado. Rui Encarnação, fundador e director do site que deu o alerta afirma que ficou admirado quando começaram a receber reclamações, afirmando que não pedem o número às pessoas: “Quando começámos a receber queixas, pedimos que nos enviassem imagens das mensagens e emails e verificámos que se tratava de um esquema de grupos organizados de leste”.

Esquema de Fraude

O contacto da máfia foi feito através de mensagens escritas e enviadas para algumas das pessoas registadas no portal estatal, com o remetente NetEmprego e uma alegada oferta de trabalho. Para se candidatarem à oferta, teriam que responder para o e-mail pt@duporex.eu.

Fraude msg

Ao aceder ao domínio duporex.eu os candidatos eram encaminhados para uma alegada empresa de logística sediada em Valongo.

No site, é possível verificar a existência de vários certificados de credibilidade da falsificação. Contudo, ao efectuar uma pesquisa no Google verifica-se que no local apenas existe uma bomba de gasolina.

Objectivo da Fraude

O objectivo da máfia é arranjar pessoas que sejam cúmplices, com conhecimento ou não, de lavagem de dinheiro proveniente de cibercrimes, como por exemplo acesso indevido a contas bancárias.

Depois dos candidatos responderem à oferta, a alegada máfia enviou um e-mail a explicar o que teriam que fazer para receberem o dinheiro nas suas contas, tendo direito a uma comissão.

Os envolvidos receberiam o dinheiro do criminoso e teriam que transferir rapidamente via Western Union para o autor do crime. Assim torna-se mais difícil rastrear o dinheiro e apanhar os culpados.

IEFP 

Quando confrontado com o esquema, o IEFP reagiu bloqueando a pesquisa de currículos, mas voltou a abrir o acesso um dia depois, afirmando que “não foi detectada nenhuma falha de segurança”. O instituto, que tem 777107 portugueses inscritos e com currículo inserido, descarta também qualquer responsabilidade uma vez que “os utilizadores têm a possibilidade de optar por disponibilização pública ou privada da sua informação, item por item”.

O IEFP aconselha as pessoas contactadas a não responder e aproveita para relembrar que os SMS enviados pela instituto têm o número 12689 e o e-mail tem a extensão @iefp.pt.

Investigação

A Polícia Judiciária já está a investigar o caso mas as proporções deste esquema ainda estão por apurar. Segundo Rui Encarnação, dado o número de denúncias no seu portal suspeita-se que “foram enviadas centenas ou mesmo milhares de mensagens”.

As investigações das autoridades verificam que desempregados, estudantes e imigrantes são os grupos mais visados por cibercriminosos.