Experiência não Profissional: O que incluir no CV

Ao escrever o seu CV pode sentir que a experiência profissional não é suficiente para demonstrar as suas competências e personalidade.

Se é o caso, o The Daily Muse tem a solução: apresentar (também) experiência não profissional.

4 tipos de experiência não profissional que pode colocar no CV:

 

  • Voluntariado:

Exemplos: voluntariado num abrigo para animais, em recolha de alimentos, em apoio aos idosos ou ensino de um desporto de forma voluntária.

O que demonstra ao recrutador: Pro-actividade, gestão de projectos, liderança.

O trabalho voluntário, especialmente de longo-termo, dá-lhe a oportunidade de trabalhar num projecto do início ao fim, pelo que pode ser um óptimo substituto de experiência profissional para recém-licenciados.

Tal como faria para um emprego, organize uma lista de bullets que demonstrem os seus maiores feitos e o que aprendeu durante a experiência. Se aprendeu a utilizar um software em específico, ou uma língua estrangeira, coloque esta informação na secção de “competências” do seu CV.

 

Exemplos: escrita, fotografia, jardinagem, desporto, programação para computadores.

O que demonstra ao recrutador: Criatividade, determinação, portfólio de trabalhos, espírito de iniciativa.

Nem todos os hobbies são relevantes o suficiente para os colocar no seu CV, pelo que deve ponderar se está a beneficiar a sua candidatura. Por outro lado, um hobby pode ser uma óptima adição à experiência profissional, especialmente se estiver interligado à sua área de trabalho.Por exemplo, se procura um emprego em design, o seu hobby de fotografia será uma mais-valia.

Se não houver interligação entre o seu hobby e a vaga a que se candidata, pode sempre colocá-lo na secção “Interesses”. Desta forma, demonstra a sua personalidade e soft skills que possa ter adquirido.

 

  • Experiência não profissional ou em áreas distintas:

Exemplos: estudar no estrangeiro, empregos em part-time (não relacionados com o emprego a que se candidata), blogues.

O que demonstra ao recrutador: espírito de iniciativa, gestão de tempo, competências adquiridas.

Algumas destas experiências podem ter-se transformado em competências importantes para o trabalho ao qual se candidata. Por exemplo, se fez ERASMUS na Alemanha, pode colocar conhecimento de Alemão nas competências linguísticas. Ou, caso tenha sido explicador, pode colocar esta informação na secção de “Experiência Profissional” do CV. Este tipo de trabalho demonstra a sua capacidade de lidar com pessoas de diferentes tipos e motivá-las, bem como demonstra as suas capacidades de liderança. Quem sabe o recrutador não lhe pede para dar formação a colegas novos?

 

  • Interesses:

Exemplos: organizações sem fins lucrativos, desporto, música, filmes.

O que demonstra ao recrutador: a sua personalidade.

As empresas não procuram autómatos, por isso a sua personalidade deve transparecer no CV. O recrutador vai procurar saber se se integraria bem na cultura da empresa, por isso os seus hobbies e interesses vão ajudar a perceber se é a pessoa indicada para a vaga.

Pesquise sobre a cultura empresarial da organização à qual se candidata. Procure perceber até que ponto os seus interesses demonstram que se adaptaria bem à mesma.

 

O que faz fora do horário de trabalho também contribui para um bom CV. Descreva as suas experiências, interesses e hobbies – estes factos ajudá-lo-ão a demonstrar as suas competências e personalidade.