O talento digital emergiu dos problemas económicos dos últimos dois anos, relativamente ileso e ansioso para explorar novas opções. Descodificar o Talento Digital, é parte do estudo Decoding Global Talent, da BCG com o The Network.

Investigar como o trabalho é feito em todo o mundo, com o fim de descobrir as tendências de força de trabalho de longo prazo, é o objetivo do estudo.

Este abrangeu cerca de 9850 trabalhadores digitais – pessoas com empregos em tecnologia da informação, automação, análise ou digitalização – entre os 209 mil de 190 países do estudo.

Assim, foram reveladas as partilhas feitas por estes relativas às suas preferências sobre o trabalho remoto, mudança de emprego e o que seu local de trabalho ideal deve oferecer.

Então, estes são os resultados: 40% procuram emprego ativamente e 73% esperam trocar de posição nos próximos dois a três anos.

Isso representa um problema particularmente desconcertante para os empregadores fora da indústria de tecnologia, pois precisam destes talentos para transformar seus negócios. Mas podem não ser as primeiras escolhas dos trabalhadores digitais.

Os talentos digitais querem mudar de emprego – na mesma área

Os trabalhadores digitais procuram principalmente uma oportunidade de carreira melhor ou um novo desafio.

Além disso, também por se sentirem desvalorizados ou por falta de equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Poucas pessoas com habilidades digitais avançadas admitem que mudariam de carreira. Caso contrário, considerariam consultoria ou engenharia.

Se houvesse garantia de emprego nas áreas de IT, automação, análise ou digitalização, muitos trabalhadores não digitais admitem que se iriam requalificar.

Os trabalhadores digitais querem flexibilidade no trabalho

Os trabalhadores de área digitais querem flexibilidade de onde e quando trabalham.

Quase a totalidade – 95% – quer ficar em tele-trabalho pelo menos uma vez por semana e a grande maioria dois ou três dias por semana.

Além disso, a maior parte (46%) prefere uma combinação de horários fixos e flexíveis.

Os talentos digitais são cidadãos do mundo

Então, 68% admitem que trabalhariam remotamente para uma empresa de um país diferente.

Este valor é significativamente mais do que a média de 57% para talentos não digitais e mais do que os 55% que se mudariam para o exterior a trabalho.

Em primeiro lugar – no país preferido para acolher a empresa para a qual trabalhariam remotamente – fica os Estados Unidos, seguido por empresas com sede no Reino Unido e Canadá.

As empresas na China e em Singapura também são atraentes para os empregadores remotos.

As preferências de destinos físicos mudaram

O Canadá é o novo destino principal para talentos digitais que se mudariam para o exterior para trabalhar, colocando os EUA em segundo lugar.

A região da Ásia-Pacífico emergiu como um destino obrigatório para atribuições internacionais, com Austrália, Singapura, Nova Zelândia e Japão, crescendo em popularidade desde 2018.

Quanto a cidades, Londres continua a ser a principal cidade que o talento digital consideraria para destino de trabalho.

O valor dos talentos está a mudar

O equilíbrio entre vida profissional e pessoal permanece como uma prioridade.

No entanto, os funcionários digitais dão ainda mais importância a bons relacionamentos com colegas e gerentes e a serem reconhecidos e adequadamente remunerados pelo seu trabalho.

 

Veja também: Global Talent Survey 2021

Conheça os resultados da análise do Mercado de Trabalho, do Global Talent Survey 2021 – um estudo anual da BCG com o The Network: