
O tele-trabalho continua a ser uma realidade, embora a intensidade digital do emprego tenha diminuÃdo significativamente após a pandemia, ainda é superior à da década anterior.
O estudo do Estado da Nação 2024, da Fundação José Neves, revela que o Ãndice de digitalização continua a ser consideravelmente superior ao do perÃodo anterior à pandemia. Em 2023, o tele-trabalho passou a ser cada vez mais hÃbrido.
Sabia que 11 em cada 100 trabalhadores portugueses trabalham em casa de forma regular?
Veja todas as conclusões sobre o tele-trabalho neste artigo.
Trabalho a partir de casa continua superior para jovens, mulheres e mais qualificados
O tele-tra balho continua em nÃveis superiores ao do perÃodo pré-pandémico para jovens, mulheres e mais qualificados.
A incidência de trabalho em casa era, antes da pandemia, significativamente inferior entre os mais jovens (com idades até aos 35 anos) e ligeiramente superior entre as mulheres com idades entre os 25 e os 54 anos de idade.
A tendência global de crescimento de situações de trabalho a partir de casa foi mais moderada nas mulheres entre os 25 e os 54 anos de idade.
Um dos fatores que também influencia os nÃveis de intensidade digital dos empregos é o nÃvel de educação dos trabalhadores, sendo um requisito fundamental para aceder a algumas profissões.
Entre os mais jovens, as profissões desempenhadas por quem tenha o Ensino Superior são consideravelmente mais digitais do que as de quem tenha o Ensino Secundário.
No caso dos trabalhadores com mestrado e doutoramento, no final de 2023 a intensidade digital do emprego mantinha-se superior à do perÃodo pré-pandémico. Já no caso dos licenciados, essa intensidade tinha regressado em pleno aos nÃveis anteriores à pandemia.
Então, a pandemia parece ter reforçado as diferenças na natureza dos empregos desempenhados por estes dois grupos.
Quanto aos diplomados do Ensino Secundário, viram o nÃvel de digitalização dos seus empregos regressar a valores inferiores ao ano de 2019.
Veja também: empresas mais digitais são mais produtivas e pagam melhores salários
Tele-trabalho é cada vez mais hÃbrido
Se por um lado a percentagem de trabalhadores em regime de trabalho exclusivamente à distância reduziu, por outro, a percentagem em modelo hÃbrido aumentou.
Em 2023, o trabalho hÃbrido (dois ou três dias em casa) correspondia a quase 44% das pessoas. Cerca de 17% trabalhavam em casa em quatro ou mais dias da semana.
Então, embora se fale cada vez mais do fim do tele-trabalho, nomeadamente em algumas empresas, esta ainda é uma realidade presente em Portugal.
