Sabia que um candidato com um CV fraco demora, em média, mais 18 semanas a encontrar emprego? Na maioria das ocasiões, o seu CV e a carta de apresentação são as únicas ferramentas de candidatura que o recrutador vê. Por isso, não pode arriscar-se a ter um currÃculo mal estruturado e com informações desnecessárias.
O Career Savvy fez a lista das 10 coisas que não podem constar no seu CV:
#1 – Informação Pessoal
Para não ser alvo de discriminação, não coloque no seu CV:
- Fotografia
- Data de Nascimento
- Género
- Orientação Sexual
- Religião
- Afiliação partidária
A sua idade e género estão implÃcitos no seu nome e experiência profissional, pelo que poderão sempre ser alvo de preconceitos. Saiba como ultrapassar o preconceito com a idade aqui.
#2 – Erros ortográficos
Cerca de 50% dos CVs submetidos têm erros ortográficos ou gramaticais. Para garantir que este não é o seu caso, leia várias vezes o curriculum vitae e peça a amigos ou familiares para tentarem descobrir erros. Um novo “par de olhos” pode ajudá-lo bastante.
#3 – Experiência de trabalho irrelevante
Ao mencionar a experiência irrelevante está a dispersar a atenção do recrutador. Foque-se em mostrar a experiência e competências que fazem de si o candidato ideal.
Analise o anúncio de emprego e decida qual a informação relevante que deve constar no CV. Utilize keywords para atrair a atenção do recrutador.
#4 – Hobbies irrelevantes
A sua colecção de 200 chávenas pode ser uma parte muito importante da sua vida, mas de que forma é uma mais-valia para a empresa?
Indique somente hobbies que o tenham ajudado a ser um melhor profissional ou estejam directamente relacionados com a área de negócios da empresa a que se candidata.
#5 – E-mail pouco profissional
76% dos CVs que contêm um e-mail como “nina_kidah1975@gmail.com” ou “o_joao_e_fixe@telepac.pt” são rejeitados. Opte por criar um e-mail Gmail ou Outlook onde constem o seu primeiro e último nomes.
Exemplo: joao.silva@gmail.com
#6 – Referências no CV (sem ser pedido)
É muito raro os empregadores pedirem referências antes da entrevista de emprego. Especialmente numa altura em que o LinkedIn é uma boa fonte de referências profissionais, escrever “referências disponÃveis caso seja solicitado” é um gasto de espaço e tempo do recrutador.
#7 – Alegações falsas
60% dos candidatos admitiu já ter mentido numa candidatura a emprego. Os riscos de mentir incluem não ser contratado ou, pior ainda, ser contratado e despedido pouco tempo depois.
Seja honesto e comunique as suas competências (reais) mais relevantes para a vaga.
#8 – Informação a mais
Se o seu CV tem mais do que 2 páginas, está na altura de o rever e “cortar” as informações menos importantes. Os empregadores recebem uma média de 118 candidaturas, por isso gastam apenas cerca de 6 segundos em cada uma. Acha que é suficiente para ler 3 ou 4 páginas de texto?
Escreva somente as informações mais pertinentes no curriculum vitae.
#9 – Criatividade em demasia
Um CV criativo pode ser o elemento de distinção dos demais candidatos… mas nem todos os recrutadores consideram que esta é uma boa táctica.
A menos que tenha uma ideia verdadeiramente original, opte por tornar o seu CV visualmente mais apelativo através do uso de bullets, tipos de letra simples e espaço “para respirar”.
#10 – Acrónimos, jargão e lugares-comuns
Tenha atenção ao tipo de palavras que utiliza quando escreve a sua candidatura. 71% dos candidatos coloca palavras especÃficas da sua indústria ou acrónimos no seu CV. Se o mesmo for analisado por alguém com poucos conhecimentos técnicos na área, muito provavelmente será rejeitado, já que 54% dos empregadores se irritam com jargão no CV.
Escreva um CV simples e que demonstre as suas competências relevantes – evite colocar informação desnecessária.

