Espaços de trabalho: o que muda no pós-Covid

Espaços de trabalho no pós-CovidNum futuro pós-Covid, os espaços de trabalho não vão desaparecer, no entanto vão ser necessárias alterações a fim de garantir a segurança de todos.

Num contexto pós-pandemia, existem elementos obrigatórios quando regressarmos ao escritório. Estamos a falar de sinalética informativa, placas de acrílico a dividir secretárias, material de higiene e desinfeção. Mas estes não são os únicos.

Os espaços de trabalho representam, nunca tanto como agora, o local onde os colaboradores podem regressar para se reunirem e trocar ideias, num ambiente colaborativo e criativo. Além disso, este espaço é onde os trabalhadores encontram o material e as condições físicas necessárias à realização das suas funções.

Pensando no pós-Covid, os espaços de trabalho vão ter de sofrer alterações. Ou seja, devem tornar-se ainda mais espaços de colaboração, e acima de tudo um espaço que permita o colaborar sentir-se seguro mental e fisicamente, a fim de desempenhar as suas funções.

“foco está no pós-pandemia”

Segundo Rui Malcata, Direto de Operações da Steelcase em Portugal, uma empresa de workplace design que concebe soluções para os espaços de trabalho e mobiliário de escritório, o “foco está no pós-pandemia”:

“Como é que nos adaptamos hoje à pandemia, a pensar no pós-pandemia? Porque isto não vai durar para sempre”

Quando se pensa em escritório (espaços e material), este é momento em que as empresas devem “acomodar a evolução” em cada espaço de trabalho de forma a garantir que o investimento de hoje é sustentável para o futuro.

Inesperadamente, a estas necessidades urgentes junta-se o “fator medo”, que de acordo com Rui Malcata, aumenta a urgência em pensar num espaço de trabalho capaz de promover a segurança e bem-estar físico, emocional e mental dos colaboradores.

Dessa forma, torna-se essencial o espaço de trabalho refletir “fisicamente a mensagem que foi passada”.

“Tem de haver primeiro uma mensagem de conforto, de segurança e de tranquilizar as pessoas e, depois, quando as pessoas chegam ao sítio, têm de conseguir ver a coisa materializada. E pensar: ‘Afinal, aquilo que me dizem, é verdade

Os escritórios vieram para ficar

Se anteriormente os open spaces e os espaços partilhados eram vistos como forma de promover a colaboração, a comunicação e o trabalho em equipa, atualmente, estes três aspetos são ainda mais relevantes.

A partir de agora, há um novo desafio. Garantir que o escritório continua a ter espaços de colaboração e comunicação, de modo a compensar os meses de confinamento a que a pandemia obrigou.

De acordo com Rui Malcata:

O ser humano é gregário e vive da sua vida em sociedade, e uma empresa precisa que as suas pessoas se juntem e estejam presentes”

Segundo o estudo da Imobiliária JLL, o ideal seria continuar a trabalhar entre dois a três dias por semana, a partir de casa. Isto de forma a poupar tempo nas deslocações e de evitar interrupções durante o trabalho.

No entanto, existe outra possibilidade à vista: o modelo híbrido. Uma combinação entre o tele-trabalho e a presença regular na empresa. É o que indica a resposta de 92,8% dos participantes no Barómetro Avila Spaces, que contou com mais de 1.000 trabalhadores durante o mês de junho.

À mesma conclusão chegou o estudo da Adecco, “Reseting normal: definição da nova era de trabalho”, com 74% dos inquiridos a indicar a sua preferência pelo modelo híbrido. Neste estudo foram inquiridos 8.000 trabalhadores dos escritórios na Austrália, França, Alemanha, Itália, Japão, Espanha, Reino Unido e EUA.

O novo paradigma de trabalho

Estes dados vêm apresentar uma mudança no paradigma de trabalho, e por consequência, na estrutura dos espaços de trabalho. Ainda assim, Rui Malcata refere que o escritório jamais vai acabar.

“O escritório não pode acabar, porque precisamos de ter um sentido de que pertencemos a alguma coisa”

Dessa forma, torna-se imperativo adaptar os escritórios às necessidades reais. Por exemplo, a redução do número de secretárias em espaços que são utilizados maioritariamente para reuniões.

Um desafio para quem está a gerir

De acordo com o estudo da Adecco, a confiança no empregador registou um aumento, ao mesmo tempo que crescem as expetativas. 80% dos colaboradores acredita que a sua empresa deve ser responsável pela implementação de novas regras e garantir melhores condições de trabalho pós-Covid.

“À medida que entramos na nova era do trabalho, é o momento de estabelecer melhores normas que permitam uma mão de obra holisticamente saudável, produtiva e inclusiva para o futuro”

– Alain Dehaze, CEO do Grupo Adecco.

Rui Malcata refere ainda que se anteriormente o foco já deveria estar nas pessoas, hoje tornou-se numa necessidade. “Tem de haver um sólido conhecimento do trabalho, das pessoas e da cultura da organização”.

Exemplificando com o seu próprio processo, a Steelcase concluiu que um terço dos seus colaboradores estava disposto a voltar ao escritório o mais rápido possível. Principalmente pela falta de conexão com os colegas, e ainda pela necessidade do material de escritório, ou seja, cadeiras ergonómicas, secretárias, material tecnológico, quadros de apresentações e até impressoras.

Desde março, a Steelcase não parou a sua atividade. Aliás, até registou um aumento nos pedidos de encomendas e solicitações. Segundo Rui Malcata, os pedidos por cadeiras de escritório aumentaram, pela necessidade de quem estava em tele-trabalho.

Atualmente, existem empresas que pretendem regressar com 100% da força de trabalho ao escritório o mais rápido possível, o que mostra que o escritório veio para ficar.

“O espaço físico é uma ferramenta muito útil para uma gestão que consiga perceber as suas pessoas, que consiga perceber como conduzir o seu negócio no meio deste caos”

As soluções?

Com escritórios espalhados um pouco por todo o mundo, e em cidades da China como Hong Kong ou Pequim, a Steelcase começou logo a estudar o impacto da pandemia nos espaços de trabalho. Um dos resultados foi o guia “Navigating what’s next: the post-Covid workplace”.

Segundo o estudo, existem três desafios principais a considerar num escritório pós-Covid:

  • distância física
  • padrões de circulação
  • contexto espacial

Soluções? Exemplificando:

  • Reduzir o número de pessoas no mesmo espaço a fim de garantir a distância física obrigatória e segura
  • Alterar a disposição do mobiliário no escritório e criar divisórias (acrílicos) entre pessoas, espaços de trabalho e áreas de circulação

 

Fonte: ECO

 

Saiba Mais:

Num futuro pós-Covid, os espaços de trabalho não vão desaparecer, no entanto vão ser necessárias alterações a fim de garantir a segurança de todos.

Conheça os resultados do estudo realizado pela JLL em Portugal sobre o tele-trabalho para complementar o tópico debatido neste artigo.

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