Mais de 60% dos portugueses gostaria de manter o tele-trabalho, sendo que destes mais de 50% dá preferência a um modelo de trabalho misto.

Estudo do grupo Ageas e da Eurogroup Consulting Portugal revela que cerca de 62% dos inquiridos gostaria de continuar em tele-trabalho, destes, 51% optaria por um modelo misto (29% preferia o tele-trabalho entre 50 a 99% do tempo e os restantes 22%, menos de metade do tempo em casa).

Apenas 38% das pessoas “referem que não gostariam de trabalhar a partir de casa no futuro”, revela o estudo realizado entre 9 e 23 de Setembro de 2020, junto de uma amostra de 1744 pessoas, com mais de 18 anos e residentes em Portugal.

Grande parte está satisfeito com o apoio prestado pela empresa

De acordo com a nota divulgada, “77% dos portugueses revelam-se satisfeitos com a forma como a sua empresa se ajustou ao teletrabalho.

Menos de 10% referem que a empresa poderia ter feito melhor, sendo as faixas etárias mais novas quem mais expressa esta opinião.

Relativamente ao apoio prestado por parte da chefia direta, 42% dos inquiridos dão nota positiva (21,4% bom e 21% muito bom), 10% consideram que o apoio foi insuficiente.

Os mais novos são quem prefere o tele-trabalho

Quando questionados acerca da experiência do tele-trabalho, o factor idade mostrou-se relevante neste campo. A faixa etária mais nova prefere esta modalidade de trabalho, estando os mais velhos mais reticentes a este ponto.

No geral “a apreciação dos inquiridos é relativamente boa, com uma média geral de 2,9 (entre 1 e 4)”. Os mais jovens têm uma opinião mais positiva (18-24 anos: 2,60 e 25-34 anos: 3,08) do que os mais velhos (+55 anos: 2,76).

Este estudo revelou também que “os trabalhadores por conta própria são menos adeptos do tele-trabalho, refletindo a necessidade de interação e socialização”.

Por outro lado, os gestores de equipa “dizem-se confortáveis no seu papel de líderes nestes tempos (média de 2,99 entre 1 e 4)”.

Maiores dificuldades: Contacto presencial e gestão familiar

“Apesar dos meios tecnológicos disponíveis, a ausência de contacto físico/presencial foi apontada como a principal dificuldade observada, tendo sido particularmente verdade para inquiridos mais seniores”, referem as entidades.

Em segundo lugar vem a gestão da vida familiar como umas das maiores dificuldades para os inquiridos, criando mais obstáculos do que a tecnologia, com a qual a média dos inquiridos se sente confortável, confirmando a subida do nível de “literacia digital” da população. Os mais novos apontam também a queda de produtividade”, segundo o comunicado.

Fonte: Eco

 

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