Conheça as recomendações da ACTVai regressar ao trabalho? Então conheça e siga as recomendações colocadas pela Autoridade para as Condições de Trabalho para preservar a segurança.

É com o fim do estado de emergência que se abre a porta a muitas atividades económicas. No entanto o que nos espera a todos é um grande desafio. E foi a pensar nisto que Graça Freitas, a Diretora Geral da Saúde, partilhou uma lista de 19 medidas recomendadas para um regresso ao trabalho em segurança.

Esta lista não menciona medições de temperatura corporal, de modo a detetar eventuais febres que indiquem uma infeção por Covid-19. Contudo salienta que todos os que pertençam a grupos vulneráveis ou de risco devem manter-se em tele-trabalho sempre que possível.

“Medidas gerais e medidas específicas” – é assim que a Inspetora-Geral do Trabalho, Luísa Guimarães, descreve os próximos passos que as empresas devem tomar. Cada empresa que pretenda deve incutir um plano de contingência para reforçar a informação aos trabalhadores, clientes e fornecedores. Isto com o objetivo de divulgar como trabalhar em segurança daqui para a frente.

Em primeiro lugar na lista surge a necessidade de manter os espaços de trabalho arejados, e de forma natural se possível. Além disso, a lista promovida pela pela Autoridade para as Condições de Trabalho também destaca a necessidade de cada empresa realizar uma “reavaliação dos riscos”, devendo envolver profissionais de Saúde e Segurança no Trabalho, de Medicina no Trabalho e os próprios trabalhadores ou os seus representantes.

O dever da proteção cabe a todos nós

Para as Diretora-Geral da Saúde, o “dever de proteção” não cabe apenas ao Estado, mas sim a todos.

“O que nos espera é um grande desafio, temos de conciliar circunstâncias que podem parecer inconciliáveis, mas que na verdade não são. Nenhum setor sozinho vai conseguir fazer face a isto. O vírus é como uma mola, temos de pôr a mão em cima dela, mas também temos de a tirar para permitir que outros fatores da nossa vida, como o trabalho, possam continuar.”

Aliado a este dever, a mesma vincou ainda a importância da cooperação “sem barreira, sem quintas, sem problemas de nos ouvirmos uns aos outros.”. Luísa Guimarães revela também que há um conjunto de regras genéricas que temos de aprender e interiorizar novas rotinas, começado pelo distanciamento físico – em vez do distanciamento social.

As recomendações da ACT têm o intuito de repensar a circulação em escadas e corredores, manter trabalhadores distantes uns dos outros em locais como cantinas e refeitórios, e no limite, avaliar se estes podem comer no respetivo posto de trabalho.

Quando o distanciamento físico é dificultado

Em casos que o distanciamento físico se revela mais complicado ou mesmo impossível, é imperativo recorrer aos equipamentos de proteção individual, como as máscaras e viseiras.

O fornecimento destes equipamentos e a formação dos trabalhadores é da responsabilidade dos empregadores.

Em espaços de atendimento ao público, o número de presenças deve ser adaptado à área disponível. Além disso, é necessário apostar em divisórias ou separadores face à impossibilidade de respeitar a distância de segurança (pelo menos dois metros em ambiente fechado e um metro em ambiente aberto).

As viagens de trabalho não essenciais continuam a ser desaconselhadas e aquelas que não puderem ser evitadas devem garantir a segurança. Os carros de empresas devem estar equiparados com toalhetes de papel, sacos de lixo e material de desinfecção.

O importante nesta situação que estamos todos a viver é fazer o essencial para preservar a segurança de todos. Portanto, é recomendado seguir as recomendações da ACT para que todos façam a sua parte.

 

Fonte: Publico