Sabia que um candidato com um currÃculo fraco demora, em média, mais 18 semanas a encontrar emprego? Na maioria das situações, o seu currÃculo e a carta de apresentação são as únicas ferramentas de candidatura que o recrutador vê. Deste modo, não pode arriscar-se a ter um currÃculo mal estruturado e com informações desnecessárias.
Conheça a lista das 10 coisas que não devem constar no seu currÃculo:
1. Informação pessoal
Para evitar ser alvo de discriminação, pode optar por não colocar no seu currÃculo:
- Fotografia
- Data de nascimento
- Género
- Orientação Sexual
- Religião
- Afiliação partidária
No entanto, existem empresas que acrescentam notas no fim do seu anúncio de emprego, e se constar que é necessário enviar um currÃculo com fotografia, por exemplo, fica ao seu critério tomar uma decisão.
2. Erros ortográficos
Tinha conhecimento que cerca de 50% dos currÃculos submetidos têm erros ortográficos ou gramaticais? Para garantir que não é o seu caso, leia várias vezes o seu CV e peça ajuda a amigos ou familiares para uma revisão reforçada. Um novo “par de olhos” pode ajudá-lo a detetar algo que não lhe chamou a atenção.
3. Experiência de trabalho irrelevante
Ao mencionar algum género de experiência que seja irrelevante, está a dispersar a atenção do recrutador. Foque-se em adaptar a sua experiência e competências aos requisitos e objetivos do cargo ao qual se está a candidatar.
4. Hobbies irrelevantes
A sua coleção de selos de diversos paÃses pode ser algo muito especial para si, mas se não acrescenta qualquer valor ao seu currÃculo nem ao recrutador, porque é que este tipo de informação consta no seu currÃculo?
Indique apenas hobbies que o tenham ajudado a crescer enquanto profissional ou que estejam diretamente relacionados com a área de negócios da empresa a que se candidata.
5. E-mail pouco profissional
Sabia que 76% dos currÃculos contêm um email como “moranguita1996@hotmail.com” ou “pikena_joana@gmail.com”? E consegue adivinhar o que acontece a estas candidaturas? São rejeitadas.
Opte sempre por criar um e-mail Gmail ou Outlook onde constam o seu primeiro e último nome, por exemplo. Evite a todo o custo alcunhas e endereços pouco profissionais.
6. Referências no currÃculo (sem ser pedido)
É muito raro os recrutadores pedirem referências antes da entrevista de emprego. Especialmente numa altura em que o LinkedIn é uma ótima fonte de referências profissionais.
Escrever no seu currÃculo “referências disponÃveis caso seja solicitado” é um desperdÃcio de espaço e tempo do recrutador.
7. Falsas alegações
60% dos candidatos admitiu que já mentiu numa candidatura a determinado emprego. Os riscos desta abordagem incluem não ser contratado ou, pior ainda, ser contratado e despedido pouco tempo depois.
Estas mentiras não duram muito tempo, e por muito que pense o contrário, não trazem nada de benéfico para si. Opte por ser honesto e comunique as suas competências (as verdadeiras) mais relevantes para vaga.
8. Informação a mais
Se o seu currÃculo tem mais de duas páginas, está na altura de o rever e retirar as informações menos relevantes. Os recrutadores recebem uma média de 188 candidaturas, por isso gastam apenas cerca de 6 segundos em cada uma. Acredita que é o suficiente para ler 3 ou 4 páginas de texto?
O currÃculo ideal tem apenas uma página. Como? Porque o candidato tem se conseguir adaptar o seu CV aos requisitos do cargo em questão. Naquela página só deve constar o tipo de informação que o recrutador pretende ver e que fará de si o candidato ideal.
9. Criatividade em demasia
Um currÃculo criativo pode ser o elemento de distinção dos restantes candidatos, mas nem todos os recrutadores consideram que esta é uma boa estratégia.
A menos que tenha uma ideia verdadeiramente original, opte por tornar o seu currÃculo visualmente mais apelativo, através do uso de tópicos, tipos de letra simples e deixe o seu CV respirar, evite empilhar a informação toda a um canto.
10. Acrónimos e jargão
Muito cuidado ao tipo de palavras que utiliza quando está a escrever a sua candidatura. 71% dos candidatos coloca palavras especÃficas da sua indústria ou acrónimos no seu currÃculo. Se o mesmo for analisado por alguém com poucos conhecimentos técnicos na área, é provável que esta candidatura seja rejeitada, já que mais de 50% dos recrutadores admitem não gostar da utilização de jargão nos currÃculos.
Resumindo: Escreva um currÃculo simples e que demonstre as suas competências relevantes, evitando encher o mesmo com informação desnecessária.
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Fonte:Â Career Savvy
