A influência da reputação digital no recrutamento de profissionais

Influência da reputação virtual no recrutamentoAtualmente, é cada vez mais visível a influência da reputação virtual no recrutamento de profissionais. Desde a seleção de potenciais candidatos até ao momento da contratação.

Apesar da reputação e da confiabilidade serem aspetos importantes nos processos de recrutamento, a reputação digital continua a ser ignorada por uma boa parte dos candidatos.

De acordo com o estudo Tendências do Trabalho 2019, realizado pela Adecco Itália, os recrutadores dedicam 45,1% do se tempo na procura online de potenciais candidatos. É aqui que utilizam as redes sociais como forma de medir a sua fiabilidade.

No entanto, existe uma diferença de perspetivas entre os candidatos e os recrutadores. Ou seja, 55% dos candidatos acredita que a imagem das redes sociais não corresponde ao seu perfil. Enquanto que os recrutadores consideram a sua imagem social um reflexo mais próximo à sua essência do que o próprio currículo.

“Em perfis mais especializados a rede social que usamos é exclusivamente o LinkedIn, que acaba por ter mais importância do que o currículo”

– Carolina Santos, Business Partner do Adecco Group.

Por outro lado, também utiliza muita vezes o Facebook para postos de trabalho temporário e ainda pesquisam o perfil do candidato em caso de funções específicas.

Carolina Santos refere ainda as diversas vantagens, como a possibilidade de “ver as experiências, as conexões que temos em comum, os estágios que fez, as faculdades que frequentou”. Ainda assim, relembra que determinados candidatos já foram colocados de parte por utilizarem a rede social para dizerem mal de um antigo empregador.

As consequências no mercado de trabalho

Tal como foi referido acima, este estudo provou que grande parte dos candidatos não tem a noção do que está em risco quando aborda as suas redes sociais com este objetivo.

“As pessoas têm de ter a noção de que tudo o que é feito e publicado nas redes sociais tem repercussões na vida laboral”

Carolina Santos refere ainda que para muitos candidatos, mesmo depois da contratação, as redes sociais podem tornar-se problemáticas.

“Algumas publicações, que podem ser tão antigas como dos tempos de faculdade, podem revelar posições que são contrárias à política do empregador e causar fricções”

Paulo Mateus, Responsável de Recursos Humanos do Grupo Vidrala partilha da mesma opinião, referindo:

“As redes sociais funcionam como uma espécie de currículo alternativo e, embora não seja um elemento decisivo ou de exclusão, o perfil virtual dos candidatos é analisado”

Para si, a rede de eleição é o LinkedIn, no entanto e em casos particulares, pode recorrer ao Instagram ou Facebook. Isto permite uma outra imagem do candidato, ou seja, “se tem interesse por determinada área, se é ativo, etc. Embora os perfis virtuais possam também ser usados para passar uma imagem fabricada”.

A Gestão de Topo não marca presença nas redes sociais

No entanto, o caso muda de figura quando chegamos ao nível da gestão de topo, onde as redes sociais parecem perder importância.

Segundo um estudo realizado pela influentialexecutive.com em 2019, – mais um que mostra a influência da reputação virtual no recrutamento de profissionais – cerca de metade dos executivos de topo não possuem presença nas redes sociais. Inesperadamente, este comportamento provém do receio da sua presença social prejudicar a sua vida profissional.

De acordo com uma sondagem de 2015 da Weber Shandwick, 44% dos inquiridos considerava que o valor de mercado das empresas pode ser atribuída à reputação do CEO. E as redes sociais são um fonte ilimitada quando se trata de propagar informação negativa.

“A reputação virtual é importante, mas é mais difícil de controlar já que no mundo virtual, os erros podem tornar-se virais”

– Maria Glória Ribeiro, Managing Partner da Amrop Portugal.

No que diz respeito ao universo do head hunter, o Twitter e o LinkedIn são as redes utilizadas. E apesar de não assumirem um papel decisivo na seleção, são utilizados pelos líderes das empresas a fim de divulgar a visão que têm sobre as empresas ou os modelos de gestão que valorizam.

Além disso, permite dar a conhecer melhor a pessoa ou mostrar ligações relevantes. “Ser seguido pelo Elon Musk é tema de conversa – e de admiração – mas, no limite, quando se faz executive search não é importante”, conclui Maria Ribeiro.

 

Fonte: Dinheiro Vivo

 

Saiba Mais:

Atualmente, é cada vez mais visível a influência da reputação virtual no recrutamento de profissionais. Desde a seleção de potenciais candidatos até ao momento da contratação.

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